Ex-elementos do CA respondem a Proença: «Culpabilização injusta e sem sentido»
O texto de opinião de Pedro Proença publicado em A BOLA, na Tribuna Livre, esta sexta-feira, mereceu resposta de antigos elementos do Conselho de Arbitragem (CA), isto porque o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) teceu críticas sobre o modelo herdado pela atual estrutura.
«O modelo herdado pelo atual CA, os anos de estagnação com brutais reflexos na formação dos árbitros e o congelamento da profissionalização de um setor impedido, pelo atrás enunciado, de acompanhar a evolução do futebol obriga a uma revolução profunda, com inevitáveis dores de crescimento. A criação de uma carreira independente de VAR, o nascimento do cargo de Diretor Nacional de Arbitragem, a publicitação das avaliações de árbitros e VAR são passos dados com firmeza por este novo CA, liderado por Luciano Gonçalves, e os resultados farão sentir-se, estou convicto, muito em breve. Apelamos, naturalmente, à compreensão e colaboração de todos: alterações tão profundas exigem tempo e tranquilidade», escreveu o líder da FPF.
Em resposta, oito signatários que pertenciam ao anterior CA e não fazem parte da atual estrutura emitiram uma nota na qual repudiam as palavras de Proença sobre o tema.
«Enquanto elementos do anterior Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, que não pertencem à atual estrutura, não nos revemos na opinião do Presidente da FPF. A culpabilização da equipa do anterior CA pelo estado atual da arbitragem é injusta e sem sentido. Tanto mais que o próprio Dr. Pedro Proença, ainda enquanto presidente da Liga Portugal, endereçou mais de uma dezena de ofícios ao então CA a reconhecer e felicitar o bom trabalho deste, tendo, inclusivamente, escolhido o então Presidente do CA para seu vice-Presidente da atual Direção», pode ler-se.
No comunicado sublinham-se ainda «os resultados obtidos pela arbitragem portuguesa, em termos internacionais, ainda antes do final do nosso último mandato: segundo lugar na UEFA e terceiro lugar na FIFA em número (masculino e feminino) de árbitros, árbitros assistentes, de futebol, futsal, futebol de praia e VAR. Importa referir que encontrámos a Arbitragem portuguesa no sexto lugar europeu e no 12.ª do Mundo.»
«Nunca fomos – nem pretendemos ser – elementos desestabilizadores da arbitragem portuguesa», rematam os antigos elementos do Conselho de Arbitragem.