O Arsenal terminou a época como campeão inglês. Manteve as bases do sucesso de 2025/26 e posiciona-se como favorito à conquista da prova - Foto: IMAGO
O Arsenal terminou a época como campeão inglês. Manteve as bases do sucesso de 2025/26 e posiciona-se como favorito à conquista da prova - Foto: IMAGO

Estabilidade é alvo a abater no ano das mudanças: vamos à Premier League!

Começa hoje a edição 2026/27 do campeonato inglês e o Arsenal posiciona-se como favorito. Guardiola, Bernardo Silva e Salah são apenas algumas das figuras históricas que saíram num ano de muitas mudanças e novidades

Arranca hoje o melhor campeonato do planeta. Pelas 20 horas, o Estádio Emirates, em Londres, recebe o pontapé de saída do duelo entre o Arsenal e o Coventry. É o primeiro de 380 jogos da Premier League, que promete este ano surpresas como há muito não se via.

O Manchester City, crónico candidato ao título, ficou em segundo lugar no ano passado. Em dois meses, quase tudo mudou. Rodri foi para o Barcelona, Bernardo Silva rumou ao Real Madrid, mas nenhuma saída terá tido tanto peso quanto a de Pep Guardiola. 10 anos, seis campeonatos e um legado de domínio avassalador ficaram para trás com a saída do espanhol, substituído por Enzo Maresca, o antigo técnico do Chelsea, que agora é comandado por Xabi Alonso.

O espanhol liderou um mercado de grande despesa para os blues, que, depois de falharem o acesso às competições europeias, procuram lutar por regressar ao topo do campeonato inglês, onde não acabam desde 2016/17. E para isso... gastaram: o criativo Morgan Rogers chegou do Aston Villa por 138 milhões de euros. o central Lacroix custou €60,7 milhões e o lateral Marco Palestra foi €57M, nomeando apenas os três mais caros.

Bem gastador esteve também o Tottenham, que fez de Mateus Fernandes o mais caro português da história da Premier League, ao ser contratado por 99 milhões de euros. Mas não só por aí ficou a equipa londrina, que na temporada passada apenas garantiu a permanência na última jornada. Também chegaram o médio Tonali, os centrais Van Hecke e Senesi e tudo aponta para que ainda chegue mais um extremo à equipa de De Zerbi.

E se algumas equipas apresentam várias mudanças, o contrário pode dizer-se do Manchester United. Michael Carrick passou no teste enquanto interino e sucessor de Ruben Amorim, ficou com o cargo de forma definitiva e prepara-se agora para liderar uma nova tentativa de regressar à glória do clube recordista de campeonatos em Inglaterra. Só que as contratações... escasseiam: chegaram os médios Andrey Santos e Tielemans, mas os adeptos desesperam por reforços. A grande figura continua a ser Bruno Fernandes, eleito o melhor jogador da última edição da Premier League, numa equipa que também conta com Diogo Dalot.

Andoni Iraola surpreendeu ao comando do Bournemouth, foi eleito para suceder a Arne Slot e pretende voltar a trazer a Anfield o futebol atrativo e dominante que, na época passada, pouco ou nada se viu. Será a primeira temporada da Premier League desde 2016/17 sem Mohamed Salah, uma das maiores figuras da história da competição, vencedor de dois campeonatos e melhor jogador em 17/18, 21/22 e 24/25.

Muito muda, mas o campeão continua quase igual (e ainda bem para ele)

Os grandes clubes vivem momentos de mudança, mas é o alvo a bater que mostra o poder da estabilidade. No trono do futebol inglês senta-se agora o Arsenal, que, com um projeto de continuidade, apresenta-se como o principal favorito à conquista do título.

Os comandados de Arteta, que chegou ao clube em dezembro de 2019 e é, por isso, o técnico que está há mais tempo num clube na prova, mantiveram todas as grandes figuras e ainda se reforçaram com Tzolis, extremo ex-Club Brugge, e Bruno Guimarães, antigo capitão do Newcastle.

A profundidade da linha defensiva, liderada pelas torres Gabriel e Saliba, continua a ser um dos marcos de destaque do conjunto londrino, que, mesmo tendo nas bolas paradas a forma favorita de fazer golos, é, nos dias de hoje, o mais difícil de permitir golos. Ficar em desvantagem contra o Arsenal é, muitas vezes, sinónimo de derrota. Os homens do Estádio Emirates já apresentaram uma demonstração real de domínio no passado sábado, ao vencerem por 3-0 o Manchester City na final da Supertaça.

Não só no topo da tabela há motivos de interesse, não fosse esta conhecida como a liga em que todos podem ganhar a todos. Os promovidos Hull City, Ipswich Town e Coventry reforçaram-se, muito também à conta dos milhões garantidos pela subida de divisão, e prometem causar estragos.

O Aston Villa, vencedor da Liga Europa e liderado por Unai Emery, é um dos projetos mais fortes da atualidade do futebol inglês, outra prova da força da continuidade e da estabilidade. Em transformação estão o Newcastle e o Nottingham Forest, que também trocaram de treinadores, assim como o Bournemouth e o Crystal Palace, vencedor da Liga Conferência, que estão apurados para a Liga Europa, tal como o Sunderland. O Brighton vai jogar a Conference e Arsenal, Man. City, Man. United, Villa e Liverpool estão na Liga dos Campeões, ou seja: das 20 equipas da liga, nove vão jogar competições europeias, um sinal do nível elevado das equipas que jogam em Terras de Sua Majestade.

Grandes jogos, imprevisibilidade, mudanças em toda a tabela e um claro líder que terá postos nele todos os olhos e todas as miras. Vai começar a Premier League!

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