Cristiano Ronaldo e Harry Kane já se defrontaram várias vezes em Inglaterra
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«Kane é o melhor rematador com quem já trabalhei, até à frente de Ronaldo»

Anthony Barry, braço direito de Tuchel na seleção inglesa e antigo adjunto de Martínez por Portugal, colocou o avançado inglês como melhor na finalização, e não só, do o que português

Na véspera de Harry Kane atingir a marca histórica de 125 internacionalizações por Inglaterra, igualando o recorde absoluto de Peter Shilton na noite desta terça-feira, os elogios ao capitão inglês multiplicam-se na comitiva dos três leões. Anthony Barry, treinador-adjunto da seleção inglesa, não poupou nos adjetivos e colocou o avançado num patamar ímpar no que toca à finalização.

O técnico, que já havia orientado Kane no Bayern durante a passagem de Thomas Tuchel pela formação alemã antes de se reencontrarem na seleção inglesa no início de 2025, conta igualmente no currículo com a passagem pela Seleção Nacional de Portugal na preparação para o Euro 2024, onde trabalhou de perto com Cristiano Ronaldo ao lado de Roberto Martínez.

«É o melhor rematador com quem já trabalhei. De todos os grandes finalizadores com quem estive, Cristiano e todos esses jogadores», atirou Anthony Barry, destacando a rotina de remates do camisola 9 nos aquecimentos antes dos jogos. «Dizem que é fenomenal, mas eu diria que é simplesmente o normal para o Harry. Aquilo que se vê no aquecimento, a repetição do remate, a clareza, é simplesmente um nível que nunca experienciei. Com ambos os pés», explicou.

O adjunto destacou ainda a postura do antigo avançado do Tottenham, capitão de Inglaterra desde 2018: «Tenho o privilégio de o treinar no clube e agora na seleção. Vejo uma versão ainda melhor dele aqui, no meio dos companheiros ingleses e num ambiente inglês. É um modelo dentro e fora do relvado, inclusive para o meu filho mais velho. É tão inteligente. Quer lhe peçam para executar um modelo de jogo ou para recuar e fazer o trabalho sujo, ele faz tudo. Para um jogador de tão alto perfil, ter tão pouca manutenção, um ego tão reduzido e continuar a render no nível mais elevado de forma constante, devemos todos desfrutar enquanto ele estiver nesta forma!»

Barry sublinhou também o crescimento do avançado enquanto figura de balneário. «É um líder e evoluiu claramente nessa função desde a primeira vez que o conheci em Munique. É um capitão excelente. Serve de ponte entre os jogadores e eu e o Thomas [Tuchel], o que considero perfeito», apontou.

Por sua vez, o selecionador Thomas Tuchel reforçou as declarações do seu adjunto, admitindo já escassearem as palavras para descrever o capitão inglês. «Já falámos tantas vezes sobre ele que tento encontrar palavras novas que depois nem fazem sentido», confessou o técnico, notando que, quando a equipa inicia os treinos abertos com corridas no relvado, é sempre Kane quem comanda o grupo para garantir que todos mantêm o ritmo. «Tudo o que ele faz, faz ao mais alto nível.»

A fechar, Anthony Barry abordou também as alterações ao papel de Jude Bellingham na presente concentração, explicando que o médio tem tido mais liberdade: «O objetivo é deixá-lo jogar mais por intuição, sem ficar preso ou engaiolado numa posição fixa. O desafio passa por dar-lhe espaço para que possa fazer tudo num só jogo. Parece que encontrámos uma solução para desbloquear todo o seu potencial, embora sejam apenas três jogos. Desde o Campeonato do Mundo que está numa forma incrível. No ano passado teve lesões na coxa e no ombro que o travaram um pouco, mas agora está totalmente apto, de mente e corpo, e temos muita sorte em tê-lo.»

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