O Arsenal ganhou a edição 2026 da Supertaça de Inglaterra - Foto: IMAGO

Arsenal à antiga domina o novo Man. City para ganhar a Supertaça (crónica)

Campeão inglês conquistou o Community Shield ao bater o Manchester City por 3-0. Calafiori abriu o marcador ainda no primeiro minuto e lançou os 'gunners' para uma vitória justíssima. Estreia para esquecer de Enzo Maresca no comando dos 'citizens'

A demonstração de superioridade do campeão inglês resultou no primeiro troféu para o Arsenal em 2026/27. E não se adivinhava um encontro fácil, frente ao Manchester City que, no final da temporada passada, tratou de vencer os gunners no campeonato (2-1) e na final da Taça da Liga (2-0).

Mas sem o treinador Pep Guardiola, Bernardo Silva ou Rodri (este último ainda está no clube, mas não foi opção para Enzo Maresca), os citizens não conseguiram sequer aproximar-se do nível do Arsenal, que só contou com figuras como Rice, Saka e Gyokeres na segunda parte, não teve Saliba em campo e deu as estreias oficiais aos reforços Bruno Guimarães e Christos Tzolis. Um golo aos 23 segundos, seguido de pouco ou nenhum espaço dado ao oponente, tranquilidade sem bola e eficácia com ela, levaram ao desfecho mais do que merecido: a conquista do Community Shield, a Supertaça de Inglaterra.

Ainda muita gente não havia certamente ligado a televisão para ver este encontro e já o Arsenal estava na frente do marcador. Semenyo não acompanhou a incursão de Calafiori, Lewis-Skelly viu a desmarcação do italiano e, com um passe perfeito, tratou de rasgar a defesa do Man. City para encontrar o companheiro, que não desperdiçou na cara de Donnarumma.

Nada parece deixar o Arsenal mais confortável do que estar na frente do marcador. Mikel Arteta é o treinador que há mais tempo está numa equipa na Premier League, desde 2019, e os afinadíssimos gestos coletivos da equipa são prova do sucesso do projeto. Com 1-0 logo a abrir, o conjunto londrino tratou de dar a posse ao adversário e cerrar linhas, de forma quase sempre perfeita. E nas escassas vezes que o Manchester City conseguiu encontrar espaços, como nos disparos de Foden, aos 20', de Doku, aos 40', ou de Semenyo, aos 82', David Raya mostrou o porquê de ser o guarda-redes do vencedor da Premier League, com intervenções de alto nível.

O 2-0 chegou aos 28', num momento de passividade dos skyblues. Martin Odegaard teve tempo para fazer o passe para o segundo poste, Tzolis superiorizou-se para amortecer de cabeça, Kai Havertz apareceu nas costas de Rúben Dias e, também de cabeça, bateu Donnarumma, que podia ter feito mais.

Ainda na primeira parte, o norueguês ainda viu um golo ser-lhe negado em cima da linha por Gvardiol, mas, aos 48', brilhou: ganhou a frente ao croata para receber o passe do extremo grego (mais duas assistências para o ex-Club Brugge, que deu bons sinais na pré-época), simulou para deitar o guardião adversário e encostou para a baliza deserta, numa momento de génio do criativo e capitão do Arsenal.

Aos 48 minutos estava, assim, fechado o marcador. O Arsenal não precisou de fazer mais, ainda que Saka tenha estado, por duas ocasiões, muito perto de aumentar a vantagem, e o Man. City não conseguiu evitar a derrota, justíssima tendo em conta o que aconteceu no Millennium Stadium, no País de Gales. A era Maresca no lado azul de Manchester começa com uma derrota e, certamente, com muitas correções a fazer.

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