Polémica abala o mundo dos saltos de esqui
Polémica abala o mundo dos saltos de esqui - Foto: IMAGO

Aumentar o pénis faz... voar mais longe? A polémica no mundo dos saltos de esqui

No salto de esqui, cada centímetro conta e o mais recente escândalo vai muito além das costuras dos fatos

O mundo dos saltos de esqui voltou a levantar voo… mas não exatamente pelos melhores motivos. Depois do escândalo dos fatos manipulados que abalou o Campeonato do Mundo de 2025, realizado em Trondheim, a modalidade enfrenta agora um novo capítulo digno de comédia involuntária... e com um toque inesperadamente anatómico.

Em março do ano passado, cinco saltadores noruegueses e três membros da equipa técnica foram suspensos por adulterarem os fatos de competição. As suspeitas acabaram confirmadas por um vídeo gravado num quarto de hotel, onde se viam fatos a serem alterados à máquina de costura, sob o olhar atento do então selecionador Magnus Brevig. O próprio acabou por admitir o truque: uma costura extra, com fio mais rígido, para aumentar a estabilidade e a sustentação no ar. Traduzindo: mais metros de voo. O caso custou empregos, carreiras e levou a Federação Internacional de Esqui (FIS) a implementar uma política de tolerância zero nas modificações do equipamento.

O problema é que, mesmo com regras cada vez mais detalhadas - incluindo distâncias milimetricamente definidas entre o corpo e o fato - as tentativas de contornar o sistema não cessaram. Ainda esta época, o esloveno Timi Zajc foi excluído de uma prova dos Quatro Trampolins porque o seu fato era… curto demais.

Mas o verdadeiro momento insólito surgiu agora, ao nível da simples suspeita, mas já suficiente para causar gargalhadas nervosas no circuito: alegados aumentos... do pénis, com ácido hialurónico. A teoria é simples (e absurda): como os fatos são desenhados com base em medições corporais feitas por scanner 3D - incluindo aqui a zona genital - qualquer deslocação resulta numa maior superfície do fato e, logo, em melhor aerodinâmica. Ou seja, mais volume onde não se esperava pode significar... mais metros no ar.

Nos bastidores, corre o rumor de que alguns atletas terão recorrido a este tipo de procedimento antes das medições oficiais. Antigamente, quando tudo era feito à mão, as histórias eram ainda mais criativas: fala-se no uso de preservativos de silicone para ganhar preciosos milímetros. Porque, nos saltos de esqui, aparentemente, o tamanho importa mesmo.

A FIS garante que não estão previstas novas medições, mas admite estar a trabalhar em métodos para controlar melhor este complexo problema. Enquanto isso, o desporto continua a desafiar não só a gravidade, mas também os limites do bom senso. Afinal, voar mais longe nunca foi tão… comprometedor.