E os miúdos do Benfica? Aposta é para manter
Cinco jovens da formação do Benfica continuam a espreitar oportunidades. Moldados por Vítor Vinha e Nélson Veríssimo nos escalões de formação, José Neto, Daniel Banjaqui, Anísio Cabral, Miguel Figueiredo e Gonçalo Moreira continuarão a ser potenciados, agora de olho na afirmação. O plantel encarnado vai ganhando profundidade e oferece mais soluções ao treinador, mas os jogadores formados no Seixal continuam a merecer a confiança da estrutura encarnada.
José Neto, lateral-esquerdo de 18 anos, é a alternativa direta no setor, atrás do sueco Samuel Dahl. O defesa realizou uma boa pré-temporada e é um jogador apreciado pela equipa técnica. Na segunda mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, frente ao Hearts, no Estádio da Luz, José Neto cumpriu os 90 minutos e assistiu Lukebakio para o golo do empate (1-1).
Daniel Banjaqui vive uma situação semelhante no lado direito da defesa. Também com 18 anos, o lateral passou a ser uma alternativa direta depois da saída de Dedic para o Newcastle. Alexander Bah parte à sua frente, mas Banjaqui pode continuar a ambicionar minutos na equipa principal do Benfica, apesar de ainda não ter sido utilizado esta temporada.
Embora não esteja afastada a possibilidade de o Benfica voltar ao mercado para reforçar as laterais, não existem, nesta altura, movimentações com o objetivo de promover saídas para José Neto ou Daniel Banjaqui. Entre soluções para a equipa A e reforços importantes para a equipa B, os dois laterais são vistos como apostas firmes a médio prazo.
Miguel Figueiredo, médio de 18 anos, também continua a marcar posição. O jogador foi a grande surpresa na equipa titular no primeiro jogo oficial da época, frente ao St. Gallen, na Suíça (1-2), para a Liga Europa. Miguel Figueiredo manteve-se depois nas convocatórias seguintes. Beneficiou das ausências de jogadores importantes, como Aursnes e Richard Ríos — chegaram mais tarde em consequência da participação no Mundial —, mas tem características que Marco Silva considera promissoras.
Anísio Cabral e Gonçalo Moreira enfrentam uma concorrência ainda mais feroz para conquistar um lugar no plantel principal. O primeiro é um ponta de lança de 18 anos, enquanto o segundo, de 20 anos, atua como médio criativo. Apesar das dificuldades do contexto, ambos continuam no radar de Marco Silva.
Todos estes jogadores evoluíram nos escalões de formação sob a orientação de Vítor Vinha, treinador dos sub-23, e de Nélson Veríssimo, responsável pela equipa B. O trabalho desenvolvido em sintonia com Bruno Lage, primeiro, e José Mourinho, depois, contribuiu para o crescimento, também nas seleções. Banjaqui, Neto e Anísio sagraram-se campeões da Europa e do Mundo de sub-17 no ano passado. Miguel Figueiredo integrou a campanha que terminou com a conquista do Mundial, enquanto Gonçalo Moreira ascendeu aos sub-21 de Portugal, onde se destacou.
No Benfica, existe a consciência de que será difícil todos se afirmarem na equipa principal. Ainda assim, prevalece a convicção de que esta geração tem talento e deve continuar a ser valorizada. O plano imediato não é esse, mas mesmo que algum destes jogadores possa sair por empréstimo, os encarnados não pretendem perdê-los de vista.