Estádio do Bessa (Foto: Boavista)

Direção do Boavista quer impugnar leilão do Estádio do Bessa

Clube axadrezado presidido por Rui Garrido Pereira apresentou pedido judicial urgente de «suspensão/anulação do leilão nos moldes atuais»

A direção do Boavista apresentou um pedido urgente de impugnação do leilão do Estádio do Bessa e do Complexo Desportivo do clube. O presidente dos axadrezados, Rui Garrido Pereira, explicou a decisão em declarações à Agência Lusa: «A posição do clube é simples: o leilão, tal como foi apresentado, não reflete de forma completa a realidade associada aos bens.»

O dirigente considerou «essencial» a garantia de «transparência, igualdade entre interessados e confiança» no processo. Desta forma, o clube «pede ao tribunal a suspensão/anulação do leilão nos moldes atuais».

Os axadrezados submeteram o pedido ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia na quinta-feira, três dias depois do anúncio do leilão do patriomónio axadrezado por um valor base superior a 37 milhões de euros.

Rui Garrido Pereira mostrou-se inicialmente «surpreendido» com as notícias do início do processo de leilão, em comunicado emitido na terça-feira. A direção do Boavista Clube ressalvou que tudo fará para evitar a venda de ativos. No mesmo dia, a Associação Panteras Negras, claque dos axadrezados, anunciou que iria recorrer à via judicial para impugnar o leilão.

Dois dias depois, o movimento de sócios ‘Unidos Pelo Boavista’ entregou um documento assinado por 270 sócios efetivos ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Boavista, para solicitar a convocação urgente de uma Assembleia Geral Extraordinária. O objetivo centra-se na deliberação sobre a «destituição da Direção em exercício».

De acordo com o site da leiloeira LEILOSOC Worlwide, o leilão do património do Boavista terá início agendado para as 9h de 27 de abril. A licitação do estádio do Bessa começa nos 31.068.781,72 euros, enquanto o valor base do leilão do Complexo desportivo é de 6.786.75 milhões de euros.