Mundial: equipa sensação e treinador do Benfica no caminho de Portugal
Portugal ficou a conhecer nesta quarta-feira os adversários que vai defrontar na primeira fase do Mundial de andebol, agendado para janeiro de 2027, na Alemanha.
Depois do 4.º lugar no Mundial de 2025, a equipa de Paulo Jorge Pereira terá pela frente na primeira fase a Polónia, seleção orientada pelo ainda treinador do Benfica, Jota González, a Argélia, e as Ilhas Faroé, a seleção da moda no andebol internacional, que tem crescido a nível internacional, fruto de uma jovem geração de enorme qualidade.
O sorteio realizado em Munique colocou os Heróis do Mar no grupo F, que se vai disputar em Magdeburgo, e a cruzar na Main Round com o grupo E, que tem Suécia, Noruega (que vai ser orientada por Magnus Andersson, de saída do FC Porto), Grécia e Qatar. Apuram-se para esta segunda fase, que se joga em Hannover, os três primeiros classificados de cada grupo, que transportam com eles os pontos somados frente às seleções que seguem em prova.
𝑇ℎ𝑒 𝑐𝑜𝑢𝑛𝑡𝑑𝑜𝑤𝑛 ℎ𝑎𝑠 𝑏𝑒𝑔𝑢𝑛 🇵🇹 Heróis do Mar defrontam Ilhas Faroé, Polónia e Argélia no próximo Mundial 🌍
— Federação de Andebol de Portugal (@AndebolPortugal) June 10, 2026
🗓️ 13 a 31 janeiro
📍Magdeburg 🇩🇪#andebolportugal #portugal #superportugal pic.twitter.com/NaTtSFktWp
Em declarações à Federação de Andebol de Portugal, o selecionador Paulo Jorge Pereira analisou a sorte que calhou a Portugal que, recorde-se, apurou-se diretamente para a competição que decorre na Alemanha graças ao 5.º lugar no Europeu deste ano.
«Temos a Argélia, que poderá ser a equipa com menos possibilidades no grupo; depois há a Polónia, uma seleção que conhecemos relativamente bem e que é sempre perigosa. É daquelas equipas do meio da tabela que, num dia bom, pode ganhar a qualquer adversário. Temos de estar muito atentos. As Ilhas Faroé obrigam-nos a preparar muito bem o jogo, sobretudo se continuarem a jogar muito em sete contra seis, com muitas variantes. Por vezes, isso torna-se uma complicação para os adversários. São modelos muito diferentes e, como sempre, temos de nos preparar muito bem para seguir em frente», começou por dizer.
O selecionador nacional assume que a seleção lusa já chega a estas fases finais com outro estatuto e por isso já olha para a segunda fase da competição.
«Portugal é olhado de forma diferente. Isso é positivo, mas também nos obriga a estar ainda mais alerta em todos os jogos que vamos disputar. É decisivo levar pontos para a fase seguinte. Se quisermos fazer ainda melhor do que fizemos no último Mundial – e fazer melhor implica lutar por medalhas -, não levar pontos torna tudo possível, mas muito mais difícil. Por isso, ficar em primeiro lugar na fase preliminar é importantíssimo», defende.