José Mourinho no banco do Estádio da Luz
José Mourinho no banco do Estádio da Luz

«Onde quer que tenha estado, Mourinho venceu ou esteve perto»

Treinador português apostou em Morata no Real Madrid, em 2010

Numa entrevista a Mario Suárez, no podcast El camino de Mario, Álvaro Morata abordou vários temas marcantes da sua carreira, desde os problemas de saúde mental à dolorosa saída do Atlético Madrid, passando pela ausência no Mundial e um quase-acordo com o Barcelona. O jogador deixou ainda elogios a José Mourinho, que o lançou na equipa A do Real Madrid, em 2010, frente ao Saragoça.

Estreia de Morata pelo Real Madrid, em 2010, pela mão de José Mourinho
Estreia de Morata pelo Real Madrid, em 2010, pela mão de José Mourinho

«Mourinho acolheu-me como se fosse filho e deu-me uma oportunidade. Nunca esqueces isso. As pessoas não conseguem imaginar o quanto pode ser divertido. Mais tarde, Mourinho tentou-me levar para o Manchester United e para a Roma. Onde quer que tenha estado, Mourinho venceu ou esteve perto. Então, no Real Madrid, que precisa de vencer sempre, acho que Mourinho poderá sair-se muito bem. Tem um equilíbrio fantástico entre ser um motivador incrível e um bom gestor da equipa», referiu o atacante.

Na mesma entrevista, Morata confessou que o seu maior arrependimento profissional foi ter deixado o Atlético Madrid, onde sempre sonhou estar. «Sair do Atleti é a única coisa de que me arrependo na minha carreira. Desde o jogo de Dortmund, a minha cabeça foi para o lixo. Em três meses, saí do Atleti», lamentou, acrescentando: «Trocaria tudo o que ganhei por ter conquistado um título com o Atleti.»

Morata descreveu o período após o jogo em Dortmund como «o momento mais difícil» da sua carreira, não tanto pelas críticas, mas pelo significado pessoal que o momento tinha. O seu amor pelo clube é tal que considerou ir à final da Taça do Rei contra a Real Sociedad. «Sou adepto do Atleti. Falei com o Koke, comprei os bilhetes e depois não fui por medo que acontecesse alguma coisa, que alguém me dissesse algo», revelou.

A saúde mental foi um tema central, com o jogador a admitir que se apresentou no Milan «medicado, sem saber muito bem o que estava a fazer», embora reconheça a grandeza do clube italiano. A instabilidade emocional também o leva a descartar um regresso a Espanha, apesar do desejo de jogar no Getafe: «Pensando bem, creio que não estou preparado mentalmente para jogar em Espanha. Por ter de enfrentar os comentários das pessoas nos estádios. Continua a afetar-me muito o que as pessoas dizem.»

A ausência do Mundial também foi um golpe duro. Morata contou que recebeu uma chamada de Luis de la Fuente e que já sabia que não seria convocado. «Entendo que é o que tem de ser. Não mereci estar na lista. Obviamente, sabes que é a última oportunidade que tens para jogar um Mundial. Foi duro», admitiu. Recordou ainda a desilusão de ter ficado de fora do Mundial 2018, por decisão de Lopetegui, um momento que, segundo ele, mudou a sua carreira «a nível de autoestima».

No que toca a transferências, Morata confirmou que esteve muito perto de assinar pelo Barcelona. «Estive muito perto de jogar no Barça. O Xavi ligou-me. Disse-me que via que eu podia ajudar a equipa», explicou, elogiando Fabrègas, treinador do Como: «Vai fazer história como treinador. Absorveu o melhor de todos os treinadores que teve, que foram muito bons.»

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