Diogo Gonçalves: «Para mim, a Algarvia tem sido uma descoberta»
Na chegada à Fóia houve um nome inesperado entre os portugueses em destaque: Diogo Gonçalves. O corredor da Efapel, viseense de 24 anos, foi 22.º classificado na etapa — o terceiro melhor português, apenas atrás de João Almeida e António Morgado —, e terminou a apenas 1.14 minutos do vencedor, o francês Paul Seixas.
Curiosamente, o próprio admite surpresa com a prestação — sobretudo por não se considerar um especialista na montanha. «Tentei manter-me o máximo possível no grupo da frente e fui até onde consegui aguentar... que foi até ao final, o que é surpreendente para mim. Porque não gosto de subidas.»
A explicação pode estar na preparação. «Já tínhamos feito a subida no último estágio. Já sabia que quando havia parte em que a inclinação é menor, que daria para descansar um bocadinho. E tentei aguentar-me.»
O percurso de Gonçalves no ciclismo ainda é recente. Começou apenas na categoria de sub-23, passou duas épocas no Feirense e está agora na Efapel — e assume que continua a descobrir as suas próprias capacidades.
Nem sequer o contrarrelógio surge como terreno natural. «Nem por isso. Também tenho pouca experiência no contrarrelógio. Tem sido uma descoberta», reconhece, com humildade.
Para o que resta da prova, o discurso mantém-se simples e pragmático. «Vamos ver o que dá, estou a descobrir…»
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