«Bednarek e Thiago Silva? Gosto muito da liderança dos dois»
Bruno Alves, central histórico do futebol português – vencedor do Euro 2016 pela Seleção Nacional - e figura marcante no FC Porto, ao serviço do qual, entre outras conquistas, arrecadou quatro títulos de campeão nacional, encontra-se na Cidade do Futebol a frequentar o curso MIP Programme, organizado pela UEFA em exclusivo para antigos internacionais.
Entretanto, o antigo central assistiu ao clássico desta segunda-feira e vê-se representado no atual dragão por dois dos líderes da sua defensiva, Jan Bednarek e Thiago Silva, reconhecendo em ambos várias das características que o notabilizaram.
«Acho que são jogadores diferentes. Gosto muito da liderança dos dois, mas acho que não existe um tipo de liderança, existem vários tipos - os líderes gostam de ser mais emotivos, transportam mais emoção, com mais comunicação, e tem-se líderes silenciosos, que lideram pelo exemplo, por atitude. Cada um tem a sua maneira de liderar», comparou o antigo capitão portista.
«No tempo que estive no FC Porto e na minha vida sempre vi líderes diferentes, não há uma forma de fazer a mesma liderança. Existe a mesma maneira de transportar os valores e o que é preciso ser feito, mas é diferente. No meu tempo havia o Lucho González, que era um capitão silencioso, liderava muito pelo exemplo, atitude, olhar e entrega, era completamente diferente da maneira como eu liderava. Eu era mais intenso e temperamental e o objetivo era o mesmo», recordou ainda.
Bruno Alves valorizou o MIP Programme, no qual se encontra inscrito, recomendando-o a outros futebolistas, no ativo ou já retirados. «É um curso que indico à maior parte dos ex-jogadores que encontro, mesmo alguns jogadores que ainda estão no ativo, para que pensem em educar-se, porque o futebol precisa realmente de ser também gerido por ex-jogadores», salientou, concentrado.
«Eu acredito muito que o ex-jogador, com o conhecimento que tem de futebol na prática e a sua experiência, mais a educação académica, vai ter uma possibilidade enorme de fazer um grande trabalho e ajudar realmente a que o futebol esteja mais conectado entre o campo e o escritório. E com as pessoas também que vamos conhecendo, vamo-nos identificando e pode, então, trazer oportunidades de trabalho pela frente», identificou, por fim.