O Estádio Dr. Magalhães Pessoa sofreu danos severos, sobretudo na cobertura - Foto: U. Leiria
O Estádio Dr. Magalhães Pessoa sofreu danos severos, sobretudo na cobertura - Foto: U. Leiria

Catástrofe continua a fazer-se sentir na UD Leiria, duas semanas depois

Clube ainda sem soluções para futebol nem modalidades

Sem casa para futebol profissional, para a formação, nem para as modalidades.

Duas semanas após a passagem da depressão Kristin, que teve efeitos devastadores na região, a UD Leiria continua sem conseguir encontrar soluções para os treinos e jogos das equipas de futebol profissional, da formação, ou das modalidades do clube.

Se o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, que pertence ao município leiriense, ficou sem condições para ser utilizado, os centros de treinos também ficaram bastante afetados, o que dificulta bastante a logística do clube leiriense.

De acordo com um comunicado publicado no site, o Centro de Treinos da Bidoeira, quartel-general da equipa profissional, que milita na 2.ª Liga, sofreu graves danos na infraestrutura, e «a entrada de água provocou estragos em vários equipamentos especializados».

Recorde-se que a equipa profissional dos leirienses esteve nas últimas duas semanas a trabalhar em casas emprestadas, na Cidade do Futebol, na academia de Alcochete e nas instalações do Alverca. Nesta quarta-feira foi divulgado que a receção ao FC Porto B irá acontecer no Estoril.

Já na Academia, o muro e a vedação cederam à força do vento, bem como o sistema de iluminação, «o que impede qualquer previsão para a retoma dos treinos da formação».

As equipas de sub-23, juniores, juvenis e iniciados, que disputam os campeonatos nacionais, têm recorrido a campos emprestados/alugados, numa logística complicada pela destruição geral provocada pela tempestade em toda a região oeste, como também se lê na referida nota.

«Importa sublinhar que a U. Leiria está longe de ser um caso isolado. Toda a região foi duramente atingida pela depressão Kristin, com impactos devastadores em comunidades, empresas, parceiros, instituições e no movimento associativo e desportivo. Muitos clubes, colegas e agentes do desporto local enfrentam prejuízos elevados e, em alguns casos, situações de verdadeira tragédia.»

Também os pavilhões onde jogavam o futsal e o basquetebol sofreram danos severos, o dos Parceiros, casa do futsal ficou mesmo destruído, o que «compromete seriamente» a época.