Carlos Vicens sobre trio atacante: «Têm uma química especial»
No último jogo, frente ao Aves SAD, o trio dianteiro - Ricardo Horta, Rodrigo Zalazar e Pau Víctor - do SC Braga realizou uma exibição fantástica e Carlos Vicens ficou, obviamente, contente, mas recordou o papel de toda a equipa.
«Os jogadores passam por diferentes momentos durante as temporadas, Fran Navarro deu-nos muito durante a época, por exemplo, na Liga Europa, El Ouazzani também nos ajudou, apesar de ter menos golos. Pau Víctor rodou com esses dois e também nos ajudou como médio ofensivo. A equipa melhorou tanto no ataque como na defesa e no último jogo entramos muito fortes e conseguimos fazer golos, a partida abriu e conseguimos fazer mais golos. No último encontro houve química entre eles no campo, mas também consequência de toda a engrenagem da equipa. Porém, também os outros podem beneficiar desse coletivo. São jogadores de qualidade, mas por si mesmos não podiam fazer nada sem a equipa. Têm uma química especial, mas não podemos esquecer o esforço de Fran Navarro, com as oportunidades que cria e os golos que vem fazendo.»
Os guerreiros do Minho recebem, este domingo, o Rio Ave, sendo que na primeira volta se registou um empate a duas bolas.
«Temos de exigir sempre mais, a equipa não está acabada, amanhã temos de conseguir melhorar, seguimos nesse processo e é nisso que estamos concentrados todas as semanas. Terminámos bem o mês de janeiro e começámos bem o fevereiro, agora com maior distância entre jogos que nos pode beneficiar. Vamos ter de estar atentos aos detalhes, com energia, enfrentar o jogo com concentração e irmos à procura da vitória. Sempre que entramos assim em campo, a equipa beneficia muito com isso», referiu o técnico que também comentou as saídas de Clayton e André Luiz que eram responsáveis por vários golos dos vila-condenses.
«Vamos ver amanhã, são dois jogadores que já não estão. Temos de ver se modificam ou não a estrutura e também as dinâmicas, porque o jogador faz a posição e não o contrário. A forma como o jogador entende o jogo e se desmarca acaba por confirmar o estilo de jogo da equipa. Temos de ver o que melhorar para podermos vencer, a partir daí temos de ir na nossa melhor versão para procurarmos a vitória.»
João Moutinho está a terminar contrato e Carlos Vicens, de 42 anos, mencionou que a possível renovação é uma decisão do clube, mas fez questão de elogiar bastante o médio português.
«Tenho a sorte de ter chegado ao SC Braga no momento em que João Moutinho é jogador desta equipa. Posso treiná-lo, colocá-lo a jogar e privar com ele todos os dias. A renovação é uma decisão do clube. Já teve melhores treinadores, certamente, mas eu brinco com ele várias vezes dizendo que o faço parecer mais jovem. Com a sua experiência e liderança ajuda muito o balneário. O futebol português vai sentir falta dele, não tenho dúvidas.»
Para este encontro, o treinador espanhol não pode contar com quatro - Niakaté, El Ouazzani, Vítor Carvalho e Gorby - jogadores, devido a lesão e explicou a situação.
«Jogo 41 da temporada na segunda-feira e isso tem consequências no estado físico dos jogadores, tal como as condições climatéricas, com os campos mais pesados que exigem mais, tal como o campo duro nos Países Baixos. Tudo isso tem consequências.»
No mercado de inverno, o técnico recebeu três reforços e analisou os jogadores.
«Para saber todo o potencial das coisas que os três nos podem oferecer, temos de ter mais tempo. Samy Mehreg tem uma energia tremenda e vai ter futuro neste clube. Demir Tiknaz relaciona-se bem com a bola e entende bem os tempos de jogo. Barisic é muito concentrado e tem-nos ajudado na defesa. Os três vão ajudar-nos a médio e longo prazo. Mais alternativas e mais dores de cabeça para fazer as convocatórias. Contentes que estejam aqui.»