Cristiano Ronaldo e Fabio Cannavaro durante o Portugal-Uzbequistão - Foto: IMAGO

Cannavaro rende-se a Portugal e a Ronaldo: «Se lhe dás um centímetro, estás morto»

Selecionador do Uzbequistão deixou vários elogios ao capitão da Seleção Nacional

Fabio Cannavaro não teve dúvidas em reconhecer a superioridade portuguesa após a derrota do Uzbequistão por 5-0 e apontou Cristiano Ronaldo como um dos fatores decisivos da partida.

«Não se pode conceder um centímetro a Ronaldo, porque se o fazes... estás morto. Sofremos dois golos muito cedo de uma forma que já tinha avisado os jogadores, preparei-os para isso. Quando se defronta Portugal, tão bom no meio-campo, pelos corredores, tudo se torna mais difícil. Vi mais motivação em Portugal se compararmos com o primeiro jogo», afirmou o selecionador uzbeque, numa análise direta ao encontro.

«O golo anulado abalou muito a nossa confiança, e é uma pena. A equipa estava a começar a jogar como tinha jogado contra a Colômbia; estava a crescer no jogo, a controlar melhor a bola e a encontrar o seu ritmo. Quando deixamos de ter equilíbrio, tudo se torna muito mais difícil. A Colômbia é uma grande equipa, mas Portugal tem uma dinâmica diferente. Vi muitos jogos deles e sabem perfeitamente o que fazem. Têm algo mais», acrescentou.

«É normal perder contra Portugal. Pedi aos meus jogadores para serem mais corajosos e para não terem medo. Na minha opinião, só com essa mentalidade é que se pode crescer como equipa e como jogador. Além disso, há uma diferença de 18 anos entre alguns jogadores das duas equipas. Como treinador, tenho de confiar nos meus jogadores, porque contra Portugal, se te limitares a defender e a fechar espaços, vais perder em 99 por cento das vezes. Porque não tentar algo diferente? Nunca lhes pedi para se fecharem atrás. Prefiro que a minha equipa tenha coragem para enfrentar os adversários, mesmo que isso implique perder. Estamos aqui para ganhar experiência. É a primeira vez que o Uzbequistão participa num Campeonato do Mundo. O objetivo é muito claro, mas ganhar um Mundial é outra história», concluiu.

Questionado sobre se, no auge da carreira, teria condições para travar Cristiano Ronaldo, o vencedor da Bola de Ouro de 2006 respondeu entre risos e com uma dose de admiração pelo capitão português: «Parei-o muitas vezes, mas ele também marcou muitos golos. Reformei-me há muito tempo e ele continua a jogar. Dou-lhe os parabéns; pode jogar mais alguns anos, por isso porque haveria de parar?»

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