Rui Borges saiu insatisfeito da Reboleira (foto: Miguel Nunes)
Rui Borges saiu insatisfeito da Reboleira (foto: Miguel Nunes)

«A grandeza do Sporting não permite estes erros»: tudo o que disse Rui Borges

Técnico muito crítico com os seus jogadores após o empate a dois na casa do Estrela da Amadora

— Que análise faz ao jogo e o que faltou ao Sporting para vencer o Estrela da Amadora?

—  Faltou não termos aqueles dois erros que tivemos e que não devíamos ter tido… fizemos 70 minutos muito bons e 20, ou 25, menos bons. O momento em que fizemos as substituições quase todas foi quando quebrámos, o que não pode acontecer. Nós metemos jogadores frescos para ajudar, para dar intensidade à equipa e não a tivemos. Parece que ficámos meio duvidosos de nós após o sofrermos o 1-2, deixámos o Estrela acreditar, mas temos de fazer muito mais. Não podemos ser só 70 minutos, temos de ser 100 minutos, competir até ao fim, que isto sirva de aviso para todos, têm de dar muito mais. 

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— Há uma altura em que o árbitro fala com Inácio e este depois falou com Suárez, que reclamou. Suárez trouxe frustração daquela situação do treino para Amadora? E não pensou apostar em Nel em vez de Suárez?

— Foi opção, o Suárez. O que o árbitro disse não sei. Suárez tinha amarelo, estava pegado com o central, é normal que o árbitro tenha avisado. São situações de jogo.

— Quaresma teve aquele erro no primeiro golo do Estrela e Inácio também teve algumas situações difíceis, fica agora mais preocupado com a saída de Diomande e com as recuperações de Debast e de Ibrahima Ba?

— Ambos estão recuperados. O Quaresma não podia parar naquele lance [do 1-2], não sei se parou por estarmos a ganhar 2-0. Fez um belíssimo jogo, acabou por manchá-lo com um erro individual. A grandeza deste clube não permite este tipo de erros, se queremos ser campeões temos que fazer muito mais.

— Rodrigo Dias e Flávio Gonçalves foram titulares, como viu a exibição de ambos?

— Têm demonstrado a sua qualidade individual e coletiva. Estiveram muito bem ao longo do jogo e fiquei feliz pelo que foram capazes de fazer.

— Na 2.ª parte tirou Flávio Gonçalves e colocou Doumbia no lugar de extremo, isso não foi um sinal para a equipa de que o 2-0 era um resultado tranquilo?

— Foi só um sinal de frescura. Tem a ver com a forma como entrámos e encarámos o jogo. A malta que entrou tinha que ajudar mais a equipa do que aquilo que ajudou a equipa. Nem sempre as coisas correm como nós queremos, é certo. Que este jogo sirva de exemplo para todos.

— Diomande é uma preocupação por estar de saída? E como viu os assobios e aplausos após o final do jogo, é uma pressão extra para os novos jogadores?

— A pressão existe desde o início, eles têm de saber aguentar e lidar com ela, se estão neste clube é porque lhes reconhecemos qualidade para aguentarem essa pressão. A exigência é máxima. Diomande é jogador do Sporting, estava no banco de suplentes.

— Em relação à ligação entre Zalazar e Geny à direita, trocaram muito a bola e até de posição entre si, com movimentos de rutura; como tem sido ver a evolução dessa relação e é algo que pretendem trabalhar ainda mais?

— As ligações serão cada vez melhores ao longo do tempo. Zalazar fez um bom jogo, sei aquilo que nós trabalhámos, o processo, eles sabem-no muito bem. Com o passar do tempo eles vão dar muitas coisas diferentes dentro da equipa, com as ligações que vão criando uns com os outros.

Altimira estreou-se a titular, o que pode dar o médio à equipa?

— O que deu neste jogo, equilíbrio, qualidade, tranquilidade com bola, fez um grande jogo, esteve sempre ligado, sempre nos sítios certos, recuperou muitas bolas à equipa. É isso que ele dá e que esperamos dele ao longo da época.

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