FIFA denuncia «esforço concertado» para minar o presidente e a instituição
A FIFA emitiu um comunicado no qual defende a legitimidade do seu presidente e denuncia o que considera ser uma campanha para minar a liderança de Gianni Infantino e a própria organização. O organismo máximo do futebol mundial garante que não apoiará qualquer processo eleitoral que não respeite os seus estatutos e procedimentos democráticos.
«Em linha com as declarações recentes da CONMEBOL e da CAF, bem como com as discussões com as Associações-Membro e Confederações da FIFA em todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relativo à eleição do Presidente da FIFA que seja inconsistente com os Estatutos da FIFA, com os procedimentos democráticos e com o enquadramento de governação estabelecido», indica a declaração.
Na nota, a FIFA reforça que o atual presidente foi eleito democraticamente e continua a exercer o seu mandato com o apoio dessas mesmas federações.
O comunicado sublinha que «é cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu presidente». A organização adverte que aqueles que não conseguem obter apoio através dos processos democráticos estabelecidos não devem recorrer a «alegações, insinuações ou desinformação» para atingir os seus objetivos.
A FIFA critica ainda notícias recentes que incluem «afirmações não substanciadas e comprovadamente falsas» sobre a instituição e o seu líder, salientando que «a especulação e a insinuação não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira».
Em defesa do seu presidente, o organismo recorda os seus «mais de 30 anos de dedicação ao futebol europeu e mundial, que resultaram em mudanças significativas, nomeadamente na ampliação do acesso, recursos e oportunidades» no desporto. «A mudança desafia inevitavelmente os interesses instalados, mas a discordância com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que foi eleito para liderar», pode ler-se.
Embora afirme acolher um escrutínio legítimo, a FIFA avisa que este «não é uma licença para distorcer factos, ampliar alegações não substanciadas ou criar distrações destinadas a minar o progresso». A organização garante que irá contestar «direta e vigorosamente» qualquer informação imprecisa ou enganosa.
Por fim, a FIFA reitera que a sua responsabilidade é para com as suas 211 federações-membro e para com o futebol mundial, afirmando que não se deixará distrair da sua missão de fortalecer a organização e de tornar o futebol «verdadeiramente global».
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