Benfica segura invencibilidade em casa do FC Porto!

Encarnados empataram 4-4 na 16.ª jornada do Campeonato Nacional de hóquei em patins, na deslocação ao Dragão Arena que encerrou a ronda, com um golo de Zé Miranda a 53 segundos do fim!

O clássico do hóquei em patins entre FC Porto e Benfica com um empate a quatro golos, no fecho da 16.ª jornada do Campeonato Nacional, foi o retrato fiel de um jogo emotivo, imprevisível e decidido nos detalhes — e nos últimos segundos. E tudo isto só na segunda parte.

Quatro dias depois do embate da Taça de Portugal, o reencontro trouxe bancadas compostas e atenções redobradas, com duas presenças ilustres a sublinhar a importância da noite: André Villas-Boas, atento desde cedo nas bancadas, e Francesco Farioli, treinador da equipa de futebol, aplaudido pelos adeptos.

Em causa estava a redenção dos dragões após o afastamento da Taça de Portugal pelos rivais de sempre e mais um teste à invencibilidade dos encarnados que, até hoje, apenas tinham cedido um empate com o Sporting para as contas do campeonato.

O jogo começou estudado, com transições rápidas, mas sem golos. O Benfica, em posição de ataque, criou oportunidades com João Rodrigues e Nil Roca, mas Xavier Malián estava inspirado. Pelo FC Porto, Hélder Nunes e Gonçalo Alves testaram Pedro Henriques, que fechou a baliza encarnada com várias defesas de grande nível. O primeiro tempo terminou sem golos, mas com sinais de que a segunda parte traria emoções fortes.

E assim foi.

O jogo abriu na segunda parte — e de que maneira. Uma grande penalidade para o FC Porto quebrou o nulo: Pedro Henriques defendeu, mas Carlo Di Benedetto apareceu no ressalto para o 1-0. O Benfica respondeu de imediato. Em power play, após cartão azul a Rafa, Gonçalo Pinto precisou de 17 segundos para empatar (1-1), antes de João Rodrigues consumar a reviravolta com um remate de excelência (1-2).

O FC Porto reagiu rapidamente. Cartão azul a Zé Miranda permitiu aos dragões superioridade numérica e Gonçalo Alves empatou de power play (2-2). Depois, uma grande penalidade a favor do FC Porto foi convertida por Gonçalo Alves, colocando o Porto a ganhar novamente (3-2). O Benfica, inabalável, respondeu de imediato com Nil Roca a empatar (3-3) e chegou a uma grande penalidade a favor que Zé Miranda acabou por falhar, mantendo a igualdade momentânea.

Mas o FC Porto não desperdiçou o momento seguinte. Após a 10.ª falta do Benfica, Carlo Di Benedetto acerta no poste, mas recupera a bola e passa-a a Hélder Nunes, que com um fortíssimo remate sem hipóteses de defesa para Pedro Henriques fez o 4-3, a pouco mais de seis minutos do fim. O jogo parecia encaminhar-se para os dragões, mas o clássico tinha ainda um último argumento.

Mesmo em inferioridade e depois a arriscar sem guarda-redes, o Benfica acreditou até ao fim. A 53 segundos do apito final, Zé Miranda redimiu-se e marcou o 4-4, gelando o Dragão Arena. Nos instantes finais, Malián ainda segurou tentativas encarnadas, enquanto os últimos segundos foram geridos com tensão máxima e bola controlada.

Entre cartões azuis, faltas acumuladas e momentos de grande pressão, o clássico contou com 3 grandes penalidades assinaladas, das quais 2 falhadas (Gonçalo Alves na primeira, Zé Miranda depois), e 2 livres diretos falhados (Carlo Di Benedetto e Zé Miranda). Os guarda-redes, Xavier Malián e Pedro Henriques, brilharam em momentos críticos.