Amadou Ba-Sy, que já jogou na Académica, é uma das armas do Hearts para o jogo frente ao Benfica — Foto: D. R.
Amadou Ba-Sy, que já jogou na Académica, é uma das armas do Hearts para o jogo frente ao Benfica — Foto: D. R.

Benfica: o extremo francês do Hearts que se destacou... na Académica

Amadou Ba-Sy chegou este ano aos escoceses, mas na época 2024/2025 esteve em grande na Briosa. «Aproveitou a oportunidade e conseguiu dar um impulso à sua carreira», recorda David Caiado, diretor desportivo dos estudantes, a A BOLA

Chegado a Portugal na segunda metade da época 2023/2024, então para representar o Vizela, Amadou Ba-Sy não foi tão feliz quanto desejaria no Minho (fez apenas sete jogos) e teve de esperar pela temporada seguinte para deixar a sua marca em território lusitano.

A Académica foi o passo seguinte na carreira do extremo francês, que aproveitou da melhor forma os ares do Mondego e a história ímpar da Briosa para demonstrar toda a qualidade que possui: 21 encontros, seis golos e duas assistências.

Amadou Ba-Sy rumou, depois, aos franceses do Rouen, onde realizou mais uma excelente campanha (28 partidas, seis tentos apontados e três passes para finalização), sendo essa a rampa de lançamento para o futebol escocês, tendo sido contratado pelo Hearts.

O gaulês será, então, uma das setas apontadas à baliza do Benfica, amanhã (19h45), no duelo referente à segunda mão da terceira pré-eliminatória da UEFA Europa League, e A BOLA esteve à conversa com David Caiado, diretor desportivo da Académica, que conhece bem o jogador e recorda a história da sua contratação para o emblema estudantil.

«Foi uma oportunidade de mercado, era um jogador que tinha sido contratado pelo Vizela, na altura na Liga. Acabou por jogar pouco lá, também numa época difícil para eles. Não contavam com ele para o segundo ano de contrato e eu fui falando com ele desde julho. Não queria ir para a Liga 3, a preferência do Amadou era voltar para França, mas o Vizela queria que ele ficasse em Portugal. Os mercados das ligas profissionais fecharam e o da Liga 3 ficou aberto mais algum tempo, já em setembro, e é nessa altura que o conseguimos contratar para a Académica», lembra o dirigente, que fala da adaptação do francês aos estudantes: «Chegou algo desmotivado, em baixo de forma, porque tinha estado a treinar à parte, e notava-se que estava claramente frustrado. Os primeiros jogos não lhe correram bem, era um jogador que não reagia e que tinha uma comunicação corporal negativa. Tivemos de fazer um grande trabalho na Académica, não só a equipa técnica, como também toda a estrutura, para o ajudarmos e para lhe darmos o carinho e conforto necessários para que pudesse mostrar todo o potencial que tinha. É um jogador rápido, com boa relação com golo e com o passar do tempo foi melhorando esse comportamento dentro do campo e adaptando-se à nova realidade», relata o dirigente.

David Caiado, que também tem um passado de elevados méritos enquanto futebolista, assume que além da qualidade de Amadou Ba-Sy, também o espírito de grande união que se vive (ainda hoje) na Académica, bem como a exigência inerente à dimensão do clube foram importantes para o crescimento do avançado gaulês. «Foi mais um caso de um jogador que aproveitou a oportunidade na Académica e que conseguiu dar um impulso à sua carreira, muito por culpa também do excelente ambiente que temos aqui, além da cultura de exigência, naturalmente», revela o dirigente.

«Benfica tem grande margem na eliminatória»

O 6-1 da primeira mão não deixa margem para grandes dúvidas e só uma verdadeira hecatombe colocaria em causa a passagem do Benfica ao play-off da UEFA Europa League. Assim, e apesar dos valores que o Hearts possui, como Amadou Ba-Sy (suplente não utilizado na Luz), esta eliminatória estará... decidida.

«Claro que o Benfica tem uma grande margem na eliminatória e irá passar à fase seguinte. No entanto, isso não invalida que os jogadores do Hearts não possam querer deixar uma outra imagem relativamente ao encontro da primeira mão e o Ba-Sy é um jogador muito forte fisicamente, rápido e tecnicamente evoluído. Com espaço, consegue criar desequilíbrios e remata bem com os dois pés, já no último terço. Claro que ainda tem coisas a melhorar, mas tem tudo para chegar a um patamar ainda mais alto», projeta David Caiado, confidenciando que construiu «relação muito próxima» com o franco-senegalês, agora com 25 anos.

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