Rafael Leão não saiu do banco contra o País de Gales. Foto IMAGO
Rafael Leão não saiu do banco contra o País de Gales. Foto IMAGO
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Hoje veremos que lições Jorge Jesus aprendeu

Vitória sobre o País de Gales permitiu ao novo selecionador 'molhar os pés' sobre o que é treinar Portugal. Agora chega o primeiro grande teste

A Noruega não é o País de Gales, o Ullevaal não é Alvalade, e Jorge Jesus enfrenta hoje o primeiro grande teste como selecionador nacional, depois do jogo de quinta-feira ter servido para molhar os pés e perceber, afinal, o que é isso de treinar uma equipa nacional.

Mas o Portugal de domingo também não será o que jogou contra Gales na primeira jornada da Liga das Nações. E o Jesus de hoje também não será o de quinta-feira, porque não faltaram lições do primeiro jogo, uma vitória magra que poderia ter tido números bem maiores mas que, valha a verdade, também ficou marcada por um grande susto, aquele aos 74' em que a bola bateu primeiro na trave e depois Rúben Dias evitou o empate sobre a linha.

O problema é saber a que lições Jesus vai ligar — porque é impossível fazer todos os trabalhos de casa quando o tempo é tão curto, dois dias entre jogos, com viagem pelo meio, sem tempo para treinar.

Uma é fácil: Cristiano Ronaldo, neste momento, não tem condições para ser titular na Seleção. Talvez, com mais alguns jogos na liga saudita, encontre melhores índices físicos, mais confiança, e consiga dar uma resposta melhor lá para a frente. Neste momento, vê-lo a falhar golos mas, mais que isso, a tentar chegar às bolas sem o conseguir, a tentar mover-se para ela sem que o corpo corresponda, chega a ser penoso. Ter Cristiano Ronaldo a titular, esta noite, na Noruega, não seria apenas mau para a Seleção — seria péssimo, atrevo-me a dizê-lo, até para o capitão de Portugal (mesmo que ele não concorde), cuja imagem se degrada dia após dia, jogo após jogo da equipa das Quinas, atendendo ao que não consegue fazer...

Mas se uma das lições do jogo com Gales é que CR7 não pode ser titular, não é assim tão evidente quem deva alinhar em vez dele. A resposta óbvia seria Gonçalo Ramos, mas, valha a verdade, o avançado do Milan também não começou bem a época, e nos 23 minutos, mais uns pozinhos, que fez contra Gales esteve longe de encantar.

Por isso, depois de ver ontem Jorge Jesus, em flash-interview no canal 11, a admitir que está «à procura de encontrar um ou outro jogador diferente» em relação ao seu primeiro onze, «que jogue no um contra um, que vá para cima», não me admiraria nada que Rafael Leão fosse hoje um dos dois avançados. E que Francisco Conceição jogasse numa das alas, em vez de Pedro Neto.

Resultará? Só vendo. Mas sem tempo ou treinos para fazer milagres, só mesmo puxando um ou dois coelhos da cartola...

O onze de Portugal para a Noruega votado pelos leitores de A BOLA:

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