Momento em que Prestianni se dirige a Vinícius Júnior. O extremo do Benfica foi castigado por chamar maricas ao avançado brasileiro — Foto: Miguel Nunes
Momento em que Prestianni se dirige a Vinícius Júnior. O extremo do Benfica foi castigado por chamar maricas ao avançado brasileiro — Foto: Miguel Nunes

Benfica e Prestianni não recorrem do castigo da UEFA

Avançado argentino aceita condenação. Admitiu ter chamado maricas a Vinícius Júnior

Gianluca Prestianni aceita o castigo de seis jogos de suspensão aplicado pelo Comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA, pelo incidente com Vinícius Júnior, na primeira mão do play-off de apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. O avançado argentino de 20 anos, sabe A BOLA, não recorrerá da decisão.

Acusado de ofensas racistas pelo avançado brasileiro, o extremo argentino foi sancionado pela entidade que tutela o futebol europeu por linguagem homofóbica. Colheu, como tal, a versão que tornou recentemente pública. E não ficou provado que tivesse chamado macaco a Vinícius, como este se queixou, obrigando, então, o árbitro a acionar o protocolo antirracista.

«O que me custou foi ser acusado de ser racista, algo que nunca fui nem serei. (...) Para nós, argentinos, é um insulto normal chamar cagón [cagão] ou maricón [maricas]», afirmou Prestianni, no início do mês, em entrevista à Telefe, da Argentina.

O internacional argentino de 20 anos, que sempre clamou inocência em relação às acusações de Vinícius Júnior, também manifestou, na ocasião, o agradecimento ao Benfica e companheiros pelo apoio e por nele terem acreditado.

Prestianni e Benfica não recorrem por considerar que o Comité de Controlo, Ética e Disciplina agiu sobre a ação confessada. E porque não está em causa a ofensa racista.

Na prática, o internacional argentino terá de cumprir mais dois jogos, no clube nas competições europeias e/ou na seleção Argentina (jogos oficiais). Dos seis jogos de suspensão aplicados pela UEFA, três estão com pensa suspensa durante dois anos e um foi cumprido na segunda mão do play-off dos oitavos de final da Liga dos Campeões. A convocatória para o Mundial, porém, está em risco.

Mundial já estava difícil

Prestianni foi convocado por Lionel Scaloni para os últimos particulares da Argentina, com Mauritânia e Zâmbia, em Buenos Aires. No primeiro não foi inscrito na ficha de jogo, no segundo não saiu do banco de suplentes.

Daí que a presença no Mundial já estivesse ameaçada — ainda mais considerando a concorrência de Franco Mastantuono e de Nico Paz, respetivamente de Real Madrid e Como.

A Argentina terá dois particulares, com Honduras e Islândia, antes do Campeonato do Mundo, mas o castigo só poderá ser cumprido em jogos oficiais, ou seja, nos dois primeiros jogos da competição, com Argélia e Áustria.