Samu foi muito marcado em Plzen - Foto: Catarina Morais/Kapta+
Samu foi muito marcado em Plzen - Foto: Catarina Morais/Kapta+

Aviso amarelo para o tempo na Liga Europa (crónica)

FC Porto já tem pelo menos o play-off de acesso aos ‘oitavos’ garantido, mas traz de Plzen algumas preocupações. Samu voltou a falhar penálti, Deniz Gul marcou o golo do empate nos minutos finais

Os sete graus negativos que se fizeram sentir em Plzen não são suficientes para justificar uma exibição muito abaixo do que seria de esperar de uma equipa que deseja o apuramento direto para os oitavos de final da Liga Europa. Mesmo com mais um jogador em campo durante toda a segunda parte, os azuis e brancos tiveram muitas dificuldades em ultrapassar a muralha checa e só um golo de Deniz Gul aos 90’ livrou Farioli de maiores preocupações. Ficou o aviso, no entanto: está garantido pelo menos o play-off, mas será preciso mais se houver ambição para ir longe nesta prova.

SOFRER LOGO A ABRIR...

Os dragões até entraram bem na partida, com dois lances de Borja Sainz e Froholdt logo nos três primeiros minutos, mas um mau atraso de Kiwior deu origem à jogada do primeiro golo do Viktoria Plezen. Não é normal, esta época, ver o FC Porto com este tipo de erros ou em dificuldades defensivas, mas aconteceu. Foram aproveitando os checos, que não precisavam de grandes floreados para criar perigo, sobretudo através de remates cruzados.

Diogo Costa via-se obrigado a bater muitas bolas longas, quase todas sem resultado. Samu fazia o que podia, mas era marcado por vezes fora dos limites pelo fortíssimo Spacil. Correu melhor quando o guarda-redes portista não chutou pelo ar, mas pelo chão: o avançado espanhol recebeu bem e iniciou a melhor oportunidade dos azuis e brancos até ao penálti, mas Borja, isolado, rematou contra o guarda-redes adversário.

Sem grande inspiração nas alas ou no expectável joker Mora, e com Froholdt estranhamente superado pelos níveis físicos dos checos, restou ao FC Porto esperar por Samu. Primeiro, o espanhol surgiu num cabeceamento na área, depois foi chamado a marcar o penálti, mesmo em cima do intervalo. Só que, pela segunda vez nos últimos dois jogos, falhou. Lá estava novamente: não é normal, mas aconteceu.

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... E EMPATAR SÓ NO FINAL

Em inferioridade numérica, fruto da expulsão de Vydra no lance do penálti, o Viktoria Plezen recuou no terreno na segunda parte, abandonou a pressão alta e obrigou os dragões a tomar conta do jogo, com muita paciência (e sobretudo pouco engenho). Francesco Farioli trocou primeiro Borja por Pepê e depois Rodrigo Mora e Alberto Costa por Gabri Veiga e Francisco Moura.

A bola lá se foi aproximando da baliza checa, mas tinha sempre demasiadas pernas à frente. Tirando uma iniciativa individual de Gabri Veiga, nem as substituições melhoraram a qualidade de jogo do FC Porto e o remate mais perigoso na primeira metade da segunda parte foi mesmo de Pablo Rosario, de fora da área - e, claro, bateu num adversário antes de sair ao lado.

Por volta dos 70' houve nova tentativa de Farioli injetar melhorias, com outra dupla substituição: saíram William Gomes e Martim Fernandes, entraram Deniz Gul e Alan Varela. Era preciso mais rapidez e menos hesitações e só o facto de se destacar um grande passe de Kiwior para Francisco Moura cruzar para a área demonstra a raridade que isso foi.

No entanto, tal como já vimos antes nesta prova, o FC Porto chegou ao golo em cima dos 90' (que grande trabalho de Deniz Gul!) e ainda teve oportunidades para fazer a reviravolta durante a compensação. Não aconteceu, mas no fim só Samu ficou em lágrimas...

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