Marco Silva elogia avançado grego que voltou a marcar, agora ao Hearts
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Benfica: Marco Silva fechou porta de saída a Pavlidis e percebe-se porquê

Ponta de lança soma protagonismo no clube e pela seleção

Desde que as conversas entre Marco Silva e o Benfica foram iniciadas para a mudança na liderança técnica, e a definição do plantel entrou em discussão, o treinador apontou alguns jogadores que considerava prioritários, que não queria perder para atacar a temporada e os objetivos do Benfica. Vangelis Pavlidis foi um dos elementos que Marco Silva desde o início considerou fundamentais. Uma aposta importante que se revela acertada.

Prestianni, Aursnes, Schjelderup e Tomás Araújo também integram o lote e justificam a aposta, mas Pavlidis foi um jogador que motivou cobiça no mercado e que, sendo ponta de lança, homem-golo, ocupa um espaço determinante.

Pavlidis foi alvo de sondagens de vários clubes no mercado de verão. Foi colocado na rota de emblemas como Fenerbahçe, Tottenham, Aston Villa, Milan, Roma, Juventus, e até Barcelona, mas seria o Besiktas a tentar uma abordagem mais efetiva para uma transferência.

O jogador tem contrato até 2029 e está blindado por uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros, cenário que manteve a SAD encarnada sempre tranquila em relação ao atacante de 27 anos, na última janela de transferências, assim como em anteriores, nas quais esteve iminente o avanço de clubes da Premier League por Pavlidis.

O internacional grego também teve sempre uma atitude coerente e profissional sobre o tema, admitindo que sonha com um passo maior, dando preferência ao futebol inglês enquanto sonho de carreira, mas esclarecendo sempre que nunca sairia sem a concordância do Benfica, num negócio que se revelasse bom para as duas partes.

A chegada de Marco Silva consolida o peso do ponta de lança na equipa, onde não marca apenas golos, mas mostra em campo uma influência muito importante para ligar a equipa e dar corpo às ideias de futebol do novo técnico.

Contratado em 2024/25 aos neerlandeses do AZ Alkmaar, por 18 milhões de euros, Pavlidis deu boa resposta em todas as temporadas de águia ao peito — 57 jogos em 2024/25 (30 golos/12 assistências), 53 na época passada (30 golos/5 assistências) e 13 jogos na atual (14 golos/3 assistências).

O rendimento, consistente, vai impressionando no estrangeiro, onde também ganha destaque o eco das exibições ao serviço da Grécia — em 2026 esteve nos três jogos da seleção, como titular e capitão, com uma assistência na vitória na Sérvia, por 2-1. A influência na equipa e a energia que transmite, vai somando pontos.

«Sempre me pareceu um bom jogador. Mas não esperava que ele fosse ser tão bom no Benfica e que marcasse tantos golos», admitiu o antigo ponta de lança internacional neerlandês Wim Kieft, antes do duelo do empate (2-2) da Grécia frente aos Países Baixos, quinta-feira passada, para a Liga das Nações. Em declarações à NOS, o compatriota Van der Vaart, também antigo internacional pelos Países Baixos, alinhou na opinião: «Nesta altura é um futebolista precioso. Tem sempre a bola controlada, consegue girar em espaços curtos e é uma referência fantástica. Sempre me pareceu muito bom, mas não o valorizava tanto… Mas o Pierre (Van Hooijdonk, antigo ponta de lança neerlandês que jogou no Benfica) dizia-me sempre que ele era muito bom. E tinha muita razão. Ele foi dando um passo de cada vez. E agora, mais uma vez.»

Mesmo óbvia, a decisão de Marco Silva sobre a importância de Pavlidis para o novo projeto no Benfica tem sido acertada, mas também se torna fácil antecipar que em janeiro podem chegar à SAD benfiquista novas tentativas para uma transferência de Vangelis Pavlidis.

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