Formação de Torres Vedras continua a dar corpo a uma época sensacional - Foto: Torreense
Formação de Torres Vedras continua a dar corpo a uma época sensacional - Foto: Torreense

Ao grande sonho da presença no Jamor junta-se a ambição da subida (crónica)

Torreense, que está a meio da eliminatória das meias-finais da prova rainha, recebeu e venceu a UD Leiria à boleia de uma (justa) reviravolta. Emblema do Oeste já está em lugar de 'play-off'

A eliminatória da Taça de Portugal vai a meio — o Torreense ainda terá de receber o Fafe, na segunda mão das meias-finais, isto depois de ter empatado (1-1) no Minho, na passada quarta-feira —, mas no Oeste o sonho também passa pelo regresso à elite nacional.

Para isso, o Torreense continua a derrubar obstáculos e a seguir na direção da zona alta da tabela classificativa. Desta feita, ficou para trás a UD Leiria — adversário que tinha derrotado pelo mesmo resultado (3-1) há cerca de um mês, também no mítico Manuel Marques, para os quartos de final da prova rainha. Sendo que, desta feita, a formação orientada por Luís Tralhão (expulso do banco aos 20 minutos, devido a protestos) teve de dar a volta ao texto para ser feliz.

Diogo Martins, logo ao minuto 11, aproveitou um erro de Mohamed Ali-Diadie e rematou colocado para a vantagem dos unionistas. O golo dos forasteiros serviu, porém, como que um despertador para os da casa.

Musa Drammeh colocou João Bravim à prova (25') e, pouco depois, duro revés para o conjunto de Fábio Pereira: José Pedro viu o segundo cartão amarelo e deixou a sua equipa reduzida a 10 elementos. A vantagem numérica foi aproveita pela formação do Oeste e, ainda antes do intervalo, Javi Vazquez agradeceu o passe milimétrico de André Simões e restabeleceu a igualdade.

A pressão da turma de Torres Vedras intensificou-se na etapa complementar e a reviravolta foi consumada por Musa Drammeh.

Já em período de compensação, Genaro Rodríguez desviou a bola com a mão na grande área (e foi expulso, claro está) e Mohamed Ali-Diadie, chamado à marca dos onze metros, sentenciou a questão.

O jogo, refira-se, ficou marcado pela homenagem às vítimas da tempestade Kristin, que vitimou pessoas e deixou a Região Centro do País absolutamente devastada.