Chiquinho apontou o primeiro golo da época no regresso de lesão, após quatro meses de ausência. Foto: Rodrigo Antunes/LUSA
Chiquinho apontou o primeiro golo da época no regresso de lesão, após quatro meses de ausência. Foto: Rodrigo Antunes/LUSA

Alverca: segundo ato de Chiquinho teve início «perfeito»

Extremo lesionou-se no início da época e esteve quatro meses de fora. No último domingo, regressou aos relvados... e marcou o golo da vitória dos ribatejanos

O regresso de Chiquinho aos relvados teve contornos de filme e um desfecho à altura do guião. Depois de mais de quatro meses afastado da competição, o extremo foi lançado a meio da segunda parte, na partida frente ao Famalicão, e acabou por decidir o encontro já aos 90+4', convertendo um penálti que deu três pontos preciosos ao Alverca. Um segundo ato triunfante para um jogador cuja época parecia ter ficado em suspenso desde agosto, mas que voltou no momento exato... e contra uma equipa que conhece bem.

O primeiro ato da temporada de Chiquinho tinha deixado excelentes indicações. Contratado a custo zero ao Wolverhampton e com contrato válido por três épocas, o número 10 assumiu-se rapidamente como peça-chave nos recém-promovidos ribatejanos. Em apenas quatro jogos, somou 333 minutos a bom nível, apesar de não ter assinado golos ou assistências. A 31 de agosto de 2025, frente ao Benfica, foi titular, mas aos 74 minutos sofreu uma lesão no gémeo da perna direita. O diagnóstico confirmou o pior cenário e ditou uma paragem prolongada, num duro golpe para o jogador e para a equipa.

Meses depois, o segundo ato começou, curiosamente, frente ao Famalicão, clube que representou em 2023/24. Lançado aos 70 minutos, o seu impacto foi imediato. Trouxe energia, rasgo e desequilíbrio a um jogo equilibrado e, já nos descontos, decidiu a partida com um penálti decisivo.

No final, visivelmente emocionado, o extremo explicou o significado do momento. «Era o regresso que eu sonhava. Já estava há muito tempo à espera deste momento… foi o pensamento de todos os dias, querer voltar e ajudar a equipa, acreditar que esse dia ia chegar», confessou, em declarações à Sport TV. O golo teve ainda um sabor agridoce, por ter sido frente a um antigo clube: «É sempre bom marcar um golo, mas fico triste que tenha sido contra o Famalicão, que é uma equipa pela qual tenho muito apreço… é uma segunda casa para mim.»

A celebração, apontando para o pulso, também teve um significado especial. «O festejo é sobretudo o culminar destes quatro meses… um perfect timing, que eu tinha na cabeça, que o tempo perfeito ia chegar. A celebração a apontar para o pulso significa esse trocadilho com o tempo», explicou.

Depois da lesão, da espera e da incerteza, Chiquinho regressou no momento certo. O segundo ato começou da melhor forma possível - com um golo decisivo, uma vitória e a sensação clara de que o pico da época pode estar, agora, mesmo a começar.