Sandro com Lima azeda... Chiquinho adoçou a noite (crónica)
Talvez os resultados recentes possam ajudar a explicar o que se passou na primeira parte. Alverca e Famalicão vinham de três derrotas consecutivas — as dos ribatejanos todas para a Liga, no caso dos minhotos duas para o campeonato e uma para a Taça de Portugal —, pelo que os momentos de ambas as equipas não eram os melhores.
E se o desejo era, evidentemente, regressarem às vitórias, não foi pelo que fizeram na etapa inicial que uns e/ou outros mereciam ser felizes. Porque do início da partida até ao descanso o que mais houve foi um esfregar de mãos... devido à noite gélida que se fazia sentir.
Nesse período, apenas Antoine Joujou esteve verdadeiramente perto de marcar: logo aos 6 minutos, e na sequência de um passe de Yassir Zabiri (após erro dos da casa na primeira fase de construção), o extremo francês, com tudo para abrir o ativo, atirou ao lado do poste esquerdo da baliza contrária.
Pouco depois, o camisola 77 voltou a entrar em ação, mas também não foi desta que a mira esteve afinada: cabeceamento ao lado após cruzamento açucarado de Rodrigo Pinheiro.
A formação orientada por Custódio Castro até passou a ter mais posse de bola, mas a verdade é que quase nunca se acercou do último terço em condições de ter sucesso. A única ameaça surgiu por Kaiky Naves, a livre Cedric Nuozzi, mas o cabeceamento saiu por cima (36').
O descanso (o cansaço era assim tanto?..) fez bem aos dois contendores e a etapa complementar teve muitos motivos de interesse.
Mathias de Amorim (47') e Tom van de Looi (49' e 52') reforçaram os intentos do emblema de Vila Nova, mas a dupla de médios dos minhotos também não conseguiu acertar no alvo.
Até que pouco depois o Alverca dispôs de ocasião soberana para colorir o marcador: Justin de Haas cometeu penálti sobre Sandro Lima, mas o ponta de lança brasileiro, chamado à conversão, permitiu a defesa de Lazar Carevic (58').
Respondeu Zabiri com uma perdida que não é normal no jovem marroquino (62'), com a tentativa seguinte a pertencer a Sorriso, valendo, no caso, André Gomes (69').
Os foguetes (para os visitados) estavam guardados para o fim e foram lançados da marca dos 11 metros: braço na bola de Léo Realpe e penálti convertido por Chiquinho, extremo que representou o Famalicão na época 2023/2024.
Os ribatejanos respiram melhor, os minhotos estão em queda...
As notas dos jogadores do Alverca:
André Gomes (6), Kaiky Naves (6), Sergi Gómez (6), Bastien Meupiyou (6), Nabili Touaizi (6), Sabit Abdulai (5), Alex Amorim (5), Francisco Chissumba (5), Lincoln (5), Sandro Lima (4), Cedric Nuozzi (5), Figueiredo (5), Chiquinho (7), Davy Gui (5) e Tiago Leite (5).
As notas dos jogadores do Famalicão:
Lazar Carevic (6), Rodrigo Pinheiro (6), Léo Realpe (4), Justin de Haas (4), Rafa Soares (5), Tom van de Looi (6), Mathias de Amorim (6), Sorriso (6), Gustavo Sá (6), Antoine Joujou (5), Yassir Zabiri (5), Romeo Beney (5), Pedro Bondo (5) e Simon Elisor (5).
Custódio Castro (treinador do Alverca):
Foi um jogo muito equilibrado, diante de um Famalicão que é uma das boas equipas do campeonato. Tivemos várias oportunidades, falhámos um penálti e depois acabámos por concretizar outro. Vitória difícil, mas que nos assenta bem.
Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):
Na primeira parte tivemos mais bola e andámos à procura dos espaços, mas sem a velocidade que deveríamos ter tido. Na etapa complementar o jogo abriu e tivemos alguma dificuldade em jogar contra o vento. O empate aceitava-se.»
Artigos Relacionados: