Extremo português dos ribatejanos bateu o guarda-redes montenegrino dos minhotos e os três pontos ficaram em casa - Foto: Rodrigo Antunes/LUSA
Extremo português dos ribatejanos bateu o guarda-redes montenegrino dos minhotos e os três pontos ficaram em casa - Foto: Rodrigo Antunes/LUSA

Sandro com Lima azeda... Chiquinho adoçou a noite (crónica)

Ponta de lança brasileiro falhou um penálti, mas extremo português 'compensou' também dos 11 metros. Primeira parte tão gélida quanto a noite ribatejana. Minhotos desperdiçaram e acabaram castigados

Talvez os resultados recentes possam ajudar a explicar o que se passou na primeira parte. Alverca e Famalicão vinham de três derrotas consecutivas — as dos ribatejanos todas para a Liga, no caso dos minhotos duas para o campeonato e uma para a Taça de Portugal —, pelo que os momentos de ambas as equipas não eram os melhores.

E se o desejo era, evidentemente, regressarem às vitórias, não foi pelo que fizeram na etapa inicial que uns e/ou outros mereciam ser felizes. Porque do início da partida até ao descanso o que mais houve foi um esfregar de mãos... devido à noite gélida que se fazia sentir.

Nesse período, apenas Antoine Joujou esteve verdadeiramente perto de marcar: logo aos 6 minutos, e na sequência de um passe de Yassir Zabiri (após erro dos da casa na primeira fase de construção), o extremo francês, com tudo para abrir o ativo, atirou ao lado do poste esquerdo da baliza contrária.

Pouco depois, o camisola 77 voltou a entrar em ação, mas também não foi desta que a mira esteve afinada: cabeceamento ao lado após cruzamento açucarado de Rodrigo Pinheiro.

A formação orientada por Custódio Castro até passou a ter mais posse de bola, mas a verdade é que quase nunca se acercou do último terço em condições de ter sucesso. A única ameaça surgiu por Kaiky Naves, a livre Cedric Nuozzi, mas o cabeceamento saiu por cima (36').

O descanso (o cansaço era assim tanto?..) fez bem aos dois contendores e a etapa complementar teve muitos motivos de interesse.

Mathias de Amorim (47') e Tom van de Looi (49' e 52') reforçaram os intentos do emblema de Vila Nova, mas a dupla de médios dos minhotos também não conseguiu acertar no alvo.

Até que pouco depois o Alverca dispôs de ocasião soberana para colorir o marcador: Justin de Haas cometeu penálti sobre Sandro Lima, mas o ponta de lança brasileiro, chamado à conversão, permitiu a defesa de Lazar Carevic (58').

Respondeu Zabiri com uma perdida que não é normal no jovem marroquino (62'), com a tentativa seguinte a pertencer a Sorriso, valendo, no caso, André Gomes (69').

Os foguetes (para os visitados) estavam guardados para o fim e foram lançados da marca dos 11 metros: braço na bola de Léo Realpe e penálti convertido por Chiquinho, extremo que representou o Famalicão na época 2023/2024.

Os ribatejanos respiram melhor, os minhotos estão em queda...

O melhor em campo: Chiquinho (Alverca)
Jogar pouco mais de 20 minutos e apontar o golo que deu três (importantes) pontos à sua equipa já é razão mais do que suficiente para merecer o destaque. O extremo luso foi letal da marca dos 11 metros, não demonstrando qualquer tipo de pressão pelo facto de o lance ser um dos últimos do desafio, mas antes disso também já tinha agitado as águas no ataque do conjunto ribatejano.
A figura: Lazar Carevic (Famalicão)
Sem qualquer sobressalto durante os primeiros 45 minutos, foi chamado à prova na etapa complementar e só não consegui suster o remate de Chiquinho, no penálti que decidiu a partida. Até esse momento, o internacional montenegrino já tinha brilhado num cabeceamento de Sandro Lima (48'), voltando a levar a melhor sobre o camisola 91 ao negar-lhe um castigo máximo (58').

As notas dos jogadores do Alverca:

As notas dos jogadores do Famalicão:

Custódio Castro (treinador do Alverca):

Foi um jogo muito equilibrado, diante de um Famalicão que é uma das boas equipas do campeonato. Tivemos várias oportunidades, falhámos um penálti e depois acabámos por concretizar outro. Vitória difícil, mas que nos assenta bem.

Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):

Na primeira parte tivemos mais bola e andámos à procura dos espaços, mas sem a velocidade que deveríamos ter tido. Na etapa complementar o jogo abriu e tivemos alguma dificuldade em jogar contra o vento. O empate aceitava-se.»