Cidade do Futebol, (Foto FPF)
Cidade do Futebol. FOTO FPF

FPF apresentou novo plano estratégico com metas até 2036

Dez eixos centrais, 366 medidas previstas e a promessa de monitorização semestral dos resultados face aos objetivos definidos. Plano foi revelado esta terça-feira aos sócios ordinários e à imprensa

No dia em que completa um ano de presidência, Pedro Proença, líder da Federação Portuguesa de Futebol, apresentou na Cidade do Futebol, em Oeiras, o Plano Estratégico 2024-2036, sob o lema «O Futuro do Futebol Português».

Debaixo da visão de «ser a Nação do futebol» e da missão de «inspirar Portugal e o Mundo», o executivo liderado por Pedro Proença definiu dez eixos de atuação para os próximos anos, assentes em valores como «excelência, transparência, abertura, respeito, inclusão e inovação».

A meta de 400 mil praticantes federados até 2036 é um dos pontos de destaque, sendo que em 2022, ainda com Fernando Gomes na liderança, este objetivo tinha sido apontado para 2030. Destes 400 mil, a atual administração almeja chegar às 60 mil praticantes femininas, quando o objetivo anterior era de 75 mil.

O atual executivo federativo tem ainda como objetivos vencer um Europeu ou um Mundial de seniores masculinos e atingir o 1.º lugar do ranking FIFA masculino. A profissionalização integral da Liga BPI (feminina) até 2032, o aumento das receitas em patrocínios, licenciamento e merchandising até aos 70 milhões de euros/ano (até 2036) e a triplicação do número de árbitros de futebol até aos 13 mil (2036) são outras ambições da longa lista da atual estrutura de comando da FPF.

Os referidos dez eixos de atuação são: nova era de governação; revolução na arbitragem; reforma da disciplina e da justiça; sustentabilidade e competitividade no futebol; projeção da marca FPF; plataforma de conhecimento e inovação; Mundial-2030; da base às seleções de excelência; afirmação do futebol no feminino; e uma federação ao serviço da comunidade.

No total, estão previstas 366 medidas (algumas das quais já levadas a cabo), com monitorização semestral prometida para publicação no site federativo.

A profissionalização de vários setores do futebol português, os «custos de contexto» que retiram competitividade ao País na indústria (impostos, seguros, etc.) e a criação da primeira licenciatura em Futebol, no âmbito da Universidade do Futebol e sob a égide da FPF Academy, são mais exemplos de assuntos que vão reter a atenção da direção durante os próximos anos.

Entre as múltiplas medidas, Pedro Proença prometeu ainda a realização dos primeiros censos do futebol português e a redução para metade do tempo médio de decisão de processos disciplinares profissionais e não profissionais.

A centralização da venda dos direitos audiovisuais das competições profissionais, ainda que sob a liderança atual da Liga Portugal, será outro dos temas que o executivo de Proença quer acompanhar de perto e com palavra a dizer.