Hakimi vai a julgamento por violação: «Isto é tão injusto...»
Achraf Hakimi será julgado por um crime de violação, uma decisão confirmada pela sua advogada à agência AFP. O internacional marroquino terá de defender a sua inocência em tribunal relativamente a factos que terão ocorrido na sua residência em fevereiro de 2023.
A acusação partiu de uma jovem que apresentou queixa numa esquadra, alegando que o jogador lhe fez toques não consentidos antes de consumar o ato sexual. Os factos remontam a 8 de fevereiro de 2023, após a queixosa se ter deslocado a casa de Hakimi depois de trocarem mensagens no Instagram. O crime de violação, segundo o código penal francês, pode levar a penas de até 15 anos de prisão.
A decisão de levar o jogador a julgamento foi formalizada esta terça-feira por um tribunal de Hauts-de-Seine, acolhendo um pedido feito em julho pela procuradoria de Nanterre, que considerou existirem indícios suficientes para o processo avançar.
Desde o início da investigação que Hakimi tem defendido veementemente a sua inocência. Após saber da decisão, o jogador recorreu às redes sociais para se pronunciar. «Hoje em dia, uma acusação de violação é suficiente para justificar um julgamento, mesmo quando eu a nego e tudo demonstra que é falsa. Isto é tão injusto para os inocentes como para as vítimas sinceras. Aguardo com calma este julgamento, que permitirá que a verdade venha a público», escreveu.
Em dezembro de 2023, o futebolista e a queixosa estiveram frente a frente numa acareação, na qual a jovem manteve as suas acusações perante o juiz de instrução. Na altura, Hakimi voltou a negar os factos, sugerindo tratar-se de uma tentativa de extorsão económica. O PSG, por sua vez, manifestou apoio ao seu jogador, afirmando «confiar plenamente no processo judicial».
A advogada da queixosa reagiu de forma contundente, afirmando que a investigação reuniu provas suficientes para caracterizar o crime. «A investigação e a instrução judicial permitiram reunir todos os elementos necessários para caracterizar o crime de violação sofrido pela minha cliente. Nada neste processo permite caracterizar a menor tentativa de chantagem. O senhor Hakimi tenta acender um contrafogo a que estamos habituados em casos de violência sexual. Mas não se sustenta», declarou.
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