Catari Nasser Al-Attiyah, em Dacia Sandriders, lidera Dakar 2026

Al-Attiyah iguala Peterhansel e tem sexto Touareg nas mãos

Piloto catari do Dacia Sandriders venceu pela 50.ª vez uma etapa nos automóveis no rali e alargou para mais de 16 minutos a vantagem sobre o segundo classificado. João Ferreira foi apenas 19.º

Nasser Al-Attiyah igualou Stephane Peterhansel com 50 vitórias em etapas na classe dos automóveis no Dakar, apesar do francês continuar a ser o mais vencedor da história da competição, somando os 83 triunfos nas motos (33). Peterhansel ostenta ainda 14 vitórias à geral do mais célebre rali de todo-o-terreno do mundo, com seis em motos e oito em carros. 

O catari Al-Attiyah, em Dacia Sandriders, atingiu a meia centena de sucessos parciais ao bateu por 1.04 minutos o norte-americano Mitch Guthrie (Ford Raptor) na 12.ª etapa, esta sexta-feira, segundo classificado. O australiano Toby Price (Toyota Hilux) foi terceiro por 1.25. Al-Attiyah ficou mais perto da conquista do sexto Touareg - o troféu do vencedor do Dakar.

Catari Al-Attiyah, em Dacia Sandriders, celebra 50.ª vitória em etapas nos automóveis no rali Dakar

O drama foi vivido pelo espanhol Nani Roma (Ford Raptor), segundo classificado da geral, que sofreu um acidente a 500 metros da meta e arrancou uma roda do seu veículo. Conseguiu cruzar a linha de chegada da especial, mas teve de ser rebocado pela espanhola Laia Sanz até ao acampamento final, depois de ter ficado sem gasolina.

Ainda assim, Roma conseguiu salvar o pódio, estando a 16.02 de Al-Attiyah. O sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor) roubou o terceiro lugar ao francês Sébastien Loeb (Dacia Sandriders), que se perdeu a 20 quilómetros do final e ainda sofreu um furo nas pedras, descendo à quarta posição, a apenas 29 segundos do terceiro.

João Ferreira (Toyota Hilux)

João Ferreira (Toyota Hilux) terminou a tirada entre Al Henakiyah e Yanbu, com 311 quilómetros cronometrados, na 19.ª posição e ocupa idêntico lugar à geral, depois de dois furos que o obrigaram a gastar os dois pneus suplentes.

«No Dakar, tudo pode mudar em poucos quilómetros e hoje voltámos a sentir isso bem cedo. Dois furos no início da etapa tiraram-nos qualquer hipótese de lutar por um resultado semelhante ao de ontem [quinta-feira], mas a prioridade foi manter a cabeça fria e cumprir a missão de acabar esta maratona», disse o piloto leiriense, que se manifestou «focado em terminar o Dakar da melhor forma possível».

Nas motos, o norte-americano Ricky Brabec (Honda) cumpriu a tática delineada na véspera, em que parou antes do final, para hoje partir depois do seu principal adversário, o argentino Luciano Benavides (KTM). Brabec venceu a especial, com 3.43 minutos de vantagem sobre o piloto da KTM.

Martim Ventura (Honda) foi sexto classificado da geral, segundo das Rally 2. O piloto português ocupa o degrau mais baixo do pódio nesta categoria, enquanto Brabec saltou para o comando e ficou perto de triunfar pela terceira vez no Dakar (depois de 2020 e 2024), tendo agora uma vantagem de 3.20 sobre Benavides. Martim Ventura é 11.º da geral.

João Monteiro (Can-Am) brilhou nos SSV ao terminar no segundo lugar, a 6.55 minutos do argentino Gonzalez Ferioli (Can-Am), que venceu, ao passo que Hélder Rodrigues (Polaris) foi o oitavo. Na geral, Monteiro é quarto classificado, a pouco mais de uma hora do pódio, enquanto Hélder Rodrigues é 23.º.

O navegador Paulo Fiúza ficou mais perto de vencer a competição de camiões. O português, que navega para o piloto lituano Vaidotas Zala (Iveco), terminou a 12.ª e penúltima etapa na segunda posição, a 6.56 minutos do vencedor do dia, o neerlandês Mitchel van den Brink (MMT). Com este resultado, a equipa do português, que inclui ainda o mecânico neerlandês Max van Grol, segurou a liderança da categoria, com 21.24 minutos de avanço para o checo Ales Loprais (Iveco).

A 48.ª edição do rali Dakar termina no sábado, em Yanbu, com uma especial de 105 quilómetros cronometrados.