Jogadores do Senegal diante de Marrocos
Jogadores do Senegal diante de Marrocos

Senegaleses reagem após decisão da CAF: «Podem dar mais três golos aos chorões»

CAF considerou que Senegal abandonou o jogo na final e atribuiu derrota por 0-3 na secretaria

A decisão da CAN de desqualificar o Senegal e atribuir o título da CAN a Marrocos, quase dois meses após a final, gerou uma forte reação de desagrado por parte dos jogadores senegaleses.

Um dos primeiros a manifestar-se foi Pathé Ciss, médio do Rayo Vallecano. O jogador recorreu às redes sociais para publicar várias fotografias suas com a medalha e o troféu de campeão, acompanhadas de uma mensagem contundente: «Podem dar mais três golos aos chorões.»

Com esta declaração, Ciss ironiza acerca do resultado de 3-0 que a CAN atribuiu a Marrocos na final, depois de considerar que o Senegal abandonou o relvado durante a final.

A reação geral no Senegal foi de escárnio perante a decisão. Habib Diarra, médio do Sunderland, também partilhou imagens suas com o troféu, juntamente com vários emojis a rir. Para reforçar a ideia de que os jogadores continuam a considerar-se os legítimos campeões, Diarra publicou ainda vídeos dos festejos no Senegal após a conquista do título.

Numa clara mensagem dirigida à CAN, tanto as contas oficiais da seleção do Senegal como as da federação senegalesa partilharam igualmente vídeos da celebração da vitória nas ruas do país, demonstrando que, para eles, o título não mudou de mãos. Moussa Niakhaté, do Lyon, de Paulo Fonseca, partilhou uma foto sua com a taça durante as comemorações do título. «Eles são loucos! Isto não é inteligência artificial, é real.»

De acordo com a RMC Sport, a federação do Senegal está a ponderar apresentar um recurso, tendo 10 dias para fazê-lo. Por sua vez, a federação de Marrocos «reconheceu a decisão» proferida pela CAF: «Nunca tivemos a intenção de contestar o desempenho desportivo das equipas participantes na competição, mas sim de solicitarmos a aplicação do regulamento. A federação reafirma o seu compromisso com o respeito às regras, com a clareza do quadro competitivo e com a estabilidade das competições africanas.»