Tomás Araújo frente a Vinicius (Foto: Maciej Rogowski/IMAGO)
Tomás Araújo frente a Vinicius (Foto: Maciej Rogowski/IMAGO)

A águia continua viva pelo oxigénio de Tomás (as notas do Benfica)

Trubin sofreu golo indefensável e defendeu duas ou três bolas muito complicadas, mas o expoente foi personificado pelo número 44 do Benfica

(7)  Trubin Grande protagonista do Benfica. Seguro nas primeiras intervenções, cresceu muito no final da primeira parte e voltou a ser decisivo na segunda, com várias defesas a remates de Mbappé e, sobretudo, de Vinícius. Evitou um resultado mais pesado. No golo, nada podia fazer perante o remate extraordinário.

(7)  Tomás Araújo
O melhor jogador do Benfica. Autoritário nos cortes, atento nas dobras e ainda em algumas bolas ofensivas. Personalidade para sair a jogar e assumir condução. Exibição muito consistente. Múltiplos bons cortes e, aqui e ali, a tentar avançar no terreno. Não meteu Mbappé no bolso, não meteu Vinicius no bolso, porque ambos evitaram colar-se ao 44 das águias. Não meteu ninguém no bolso, mas foi cortando à direita, à esquerda e ao meio e se o Benfica sai vivo deste jogo em muito o deve a Tomás Araújo.

(6)  DedicJogo de enorme desgaste. Competiu intensamente com Vinícius, alternando momentos de controlo com outros de grande dificuldade. Ofensivamente ainda tentou, mas sem critério no remate. No lance do golo, cobre a zona mas não consegue travar o movimento interior do brasileiro.

(7)  Tomás Araújo O melhor jogador do Benfica. Autoritário nos cortes, atento nas dobras e ainda em algumas bolas ofensivas. Personalidade para sair a jogar e assumir condução. Exibição muito consistente. Múltiplos bons cortes e, aqui e ali, a tentar avançar no terreno.

(6)  Otamendi Mais posicional, focado em controlar Mbappé. Teve momentos importantes de liderança e cortes, mas também um ou outro lance em que revelou dificuldades, como no corte incompleto que originou remate de Vinícius. Experiência foi útil num jogo de alta exigência. Mostrou-se autoritário, até a mostrar a Vinicius, nos abdominais, a taça de campeão do Mundo.

(4)  Dahl Partida complicada. Sentiu muitas dificuldades perante Alexander-Arnold e Arda Guler, com o Real a explorar bastante o seu corredor. Ofensivamente quase não arriscou. Cumpriu defensivamente dentro do possível, mas foi um dos lados mais frágeis.

(4)  Leandro BarreiroMuito combativo, mas quase sempre em esforço. Teve dificuldade em impor-se perante a qualidade e capacidade física do meio-campo adversário. Pouco acrescentou na construção e na chegada à frente.

(6)  Aursnes Um dos mais esclarecidos do Benfica. Excelente leitura defensiva, várias antecipações e ainda dois remates perigosos de fora da área que obrigaram Courtois a grandes intervenções. Saiu quando o Benfica arriscava tudo.

(6)  Prestianni Intensidade máxima. Ajudou muito Dedic nas tarefas defensivas e foi dos mais inconformados no ataque. Falhou uma boa ocasião na área e viu amarelo por simulação. Envolveu-se ainda na polémica com Vinícius. Irreverente, mas nem sempre eficaz.

(3)  RafaMuito condicionado por Camavinga. Tentou acelerar pelo centro e explorar a profundidade, mas raramente encontrou espaço. Uma ou outra arrancada prometedora, mas inconsequente. Saiu sem conseguir desequilibrar. Ainda está à procura de melhorar fisicamente.

(6)  Schjelderup Tentativo e voluntarioso, mas bem controlado por Alexander-Arnold e pelas dobras constantes entre este e Guler. Teve dificuldades em criar situações de um para um com espaço. Um cruzamento perigoso na segunda parte foi o momento mais relevante.

(5)  PavlidisMuito sacrificado. Quase sem bolas em condições para finalizar, teve de recuar várias vezes para ligar jogo e ajudar defensivamente nas bolas paradas. Perdeu um lance aos 69’ em que podia ter decidido melhor. Lutador, mas pouco servido.

(5)  RíosEntrou para dar transporte e remate exterior. Sofreu falta que podia ter valido segundo amarelo a Vinicius Júnior. Ainda longe do melhor ritmo competitivo, mas deu alguma dinâmica ao meio-campo.

(-)   Sudakov Colocado na esquerda e depois em zonas interiores. Teve bola, mas raramente conseguiu transformá-la em perigo real. Amarelado já nos descontos. Entrada discreta.

(-)   Sidny Cabral Entrada atrevida. Procurou o remate de meia distância e assumiu livres e cantos. Um remate por cima e um livre que ressaltou na barreira mostraram iniciativa, mas faltou eficácia.

(-)   Lukebakio Ainda sem ritmo após paragem prolongada. Tentou o movimento clássico da direita para dentro, mas ficou pela intenção. Participação curta e pouco influente.