A águia continua viva pelo oxigénio de Tomás (as notas do Benfica)
(7) Trubin – Grande protagonista do Benfica. Seguro nas primeiras intervenções, cresceu muito no final da primeira parte e voltou a ser decisivo na segunda, com várias defesas a remates de Mbappé e, sobretudo, de Vinícius. Evitou um resultado mais pesado. No golo, nada podia fazer perante o remate extraordinário.
(6) Dedic – Jogo de enorme desgaste. Competiu intensamente com Vinícius, alternando momentos de controlo com outros de grande dificuldade. Ofensivamente ainda tentou, mas sem critério no remate. No lance do golo, cobre a zona mas não consegue travar o movimento interior do brasileiro.
(7) Tomás Araújo – O melhor jogador do Benfica. Autoritário nos cortes, atento nas dobras e ainda em algumas bolas ofensivas. Personalidade para sair a jogar e assumir condução. Exibição muito consistente. Múltiplos bons cortes e, aqui e ali, a tentar avançar no terreno.
(6) Otamendi – Mais posicional, focado em controlar Mbappé. Teve momentos importantes de liderança e cortes, mas também um ou outro lance em que revelou dificuldades, como no corte incompleto que originou remate de Vinícius. Experiência foi útil num jogo de alta exigência. Mostrou-se autoritário, até a mostrar a Vinicius, nos abdominais, a taça de campeão do Mundo.
(4) Dahl – Partida complicada. Sentiu muitas dificuldades perante Alexander-Arnold e Arda Guler, com o Real a explorar bastante o seu corredor. Ofensivamente quase não arriscou. Cumpriu defensivamente dentro do possível, mas foi um dos lados mais frágeis.
(4) Leandro Barreiro – Muito combativo, mas quase sempre em esforço. Teve dificuldade em impor-se perante a qualidade e capacidade física do meio-campo adversário. Pouco acrescentou na construção e na chegada à frente.
(6) Aursnes – Um dos mais esclarecidos do Benfica. Excelente leitura defensiva, várias antecipações e ainda dois remates perigosos de fora da área que obrigaram Courtois a grandes intervenções. Saiu quando o Benfica arriscava tudo.
(6) Prestianni – Intensidade máxima. Ajudou muito Dedic nas tarefas defensivas e foi dos mais inconformados no ataque. Falhou uma boa ocasião na área e viu amarelo por simulação. Envolveu-se ainda na polémica com Vinícius. Irreverente, mas nem sempre eficaz.
(3) Rafa – Muito condicionado por Camavinga. Tentou acelerar pelo centro e explorar a profundidade, mas raramente encontrou espaço. Uma ou outra arrancada prometedora, mas inconsequente. Saiu sem conseguir desequilibrar. Ainda está à procura de melhorar fisicamente.
(6) Schjelderup – Tentativo e voluntarioso, mas bem controlado por Alexander-Arnold e pelas dobras constantes entre este e Guler. Teve dificuldades em criar situações de um para um com espaço. Um cruzamento perigoso na segunda parte foi o momento mais relevante.
(5) Pavlidis – Muito sacrificado. Quase sem bolas em condições para finalizar, teve de recuar várias vezes para ligar jogo e ajudar defensivamente nas bolas paradas. Perdeu um lance aos 69’ em que podia ter decidido melhor. Lutador, mas pouco servido.
(5) Ríos – Entrou para dar transporte e remate exterior. Sofreu falta que podia ter valido segundo amarelo a Vinicius Júnior. Ainda longe do melhor ritmo competitivo, mas deu alguma dinâmica ao meio-campo.
(-) Sudakov – Colocado na esquerda e depois em zonas interiores. Teve bola, mas raramente conseguiu transformá-la em perigo real. Amarelado já nos descontos. Entrada discreta.
(-) Sidny Cabral – Entrada atrevida. Procurou o remate de meia distância e assumiu livres e cantos. Um remate por cima e um livre que ressaltou na barreira mostraram iniciativa, mas faltou eficácia.
(-) Lukebakio – Ainda sem ritmo após paragem prolongada. Tentou o movimento clássico da direita para dentro, mas ficou pela intenção. Participação curta e pouco influente.