Vuelta: Wout van Aert quando «o ataque é a melhor defesa» para a 15.ª vitória
O belga Wout van Aert (Visma), que ao vencer a 13.ª etapa, em Loja, conseguiu a sua primeira vitória na 81.ª Volta a Espanha e quarta de sempre no evento (três em 2024), executou na perfeição um plano traçado com os seus colegas da Visma, mantendo a calma numa final de nervos para garantir o triunfo em Loja.
O triunfo, o seu 15.ª em grandes Voltas, foi selado com uma aceleração astuta, seguido de um sprint poderoso. «Por vezes, o ataque é a melhor defesa», afirmou o ciclista, que esteve em destaque ao longo do dia, atacando, somando pontos para a camisola da montanha e animando a fase decisiva da corrida. E, logo após cruzar a meta, Van Aert fez questão de falar com a família. «Estava ao telefone com a Sarah e os meus rapazes», revelou. «Eles são o apoio de que preciso para fazer isto».
«O plano era entrar na fuga, porque era uma etapa muito difícil de controlar. Sabíamos que, com o Matthew [Brennan], o Bruno [Armirail], o Christophe [Laporte] e eu, tínhamos vários ciclistas muito bons para etapas como esta. Por isso, queríamos ter alguns peões na frente para podermos jogar», foi explicando explicou o belga que considerou que o plano resultou na perfeição. «O Bruno e eu pudemos ficar na roda durante grande parte da etapa porque tínhamos o Matty no grupo da frente. Na última subida, consegui então saltar para a frente. Com o Matthew e eu, os outros fugitivos não querem ir para a meta. Por isso, o ataque é a melhor defesa. Quisemos sempre criar uma nova situação antes que nos pudessem forçar a defender. », detalhou.
Assim, na parte final, a dupla da Visma, Van Aert e Brennan, utilizou a sua superioridade numérica para lançar ataques sucessivos. «Não temos receio de nos sacrificarmos um pelo outro. Continuámos a atacar e, no final, resultou», comentou. «Foi uma masterclass da equipa», acrescentou.
O movimento decisivo de Van Aert surgiu a pouco mais de 3 km da chegada, num ataque que o próprio admitiu ter planeado. «Quando olhei para o perfil da etapa, vi que havia aquela última rampa em direção à aldeia. A essa distância da meta, os ciclistas começam muitas vezes a pensar no sprint. Se conseguires abrir uma brecha, os outros começam a olhar uns para os outros. Valeu a pena tentar e, com o Valentin, tive um bom companheiro», referiu sobre a hesitação do grupo para ganhar uma vantagem que apenas o francês Valentin Paret-Peintre (Quick-Step) conseguiu anular e manter-se na luta até ao fim.
No sprint final, Paret-Peintre ainda ofereceu resistência, mas não foi capaz de superar o poder de Wout Van Aert. «Para um ciclista tão leve, ele é muito explosivo. Ofereceu uma boa réplica, mas estou feliz por ter conseguido», concluiu o vencedor, visivelmente orgulhoso ao saber que alcançara a 15.ª vitória em grandes voltas. «15? Uau, estou muito orgulhoso disso».
Artigos Relacionados: