Messi e Aguero a festejar a conquista do Mundial 2022, no Qatar
Messi e Aguero a festejar a conquista do Mundial 2022, no Qatar

Aguero investigado por ligação a tráfico de droga através de equipa que tem com Messi

Caso rebentou esta sexta-feira na Argentina

O nome de Sergio 'Kun' Agüero surge associado a uma rede internacional de narcotráfico, segundo uma investigação judicial, publicada pelo jornal argentino La Politica, que detém uma série de conversas e ficheiros que ligam o antigo futebolista à organização. O caso levou à detenção, na semana passada, de Pablo 'Bebote' Álvarez, histórico líder da claque do Independiente.

Álvarez é acusado de pertencer a uma organização criminosa internacional dedicada ao tráfico de drogas sintéticas provenientes de Espanha e à importação de cocaína da Bolívia. No processo, conduzido pelo juiz Pablo Yadarola, o nome do reputado ex-avançado do Independiente, Manchester City e da seleção argentina é mencionado em diversas ocasiões.

De acordo com a investigação, a imagem de Aguero estaria a ser usada pela rede de empresas comerciais da organização para branquear capitais ilícitos e para desenvolver negócios à escala global. A investigação aponta ainda que vários membros importantes do grupo mantêm ligações estreitas com o Independiente.

Entre os arguidos encontram-se Diego Francisco Anzalone, Bono Uziel De Carlucci, Raúl Omar 'Bruja' Manzone e o já referido Bebote Álvarez, que iniciou uma greve de fome desde que foi detido. O grupo utilizava vários estabelecimentos comerciais na rua Ricardo Bochini, em Avellaneda, perto do estádio do Independiente, que eram propriedade de Álvarez e alugados por Anzalone, servindo como pontos de venda de droga.

Para o branqueamento dos lucros, Anzalone operava com a sua companheira, Carolina Belén Ramos, o seu primo, Luciano Nicolás Anzalone, e o seu secretário, Bono De Carlucci, através das empresas Anz Ticket SRL e Mexpo SRL. A organização misturava as receitas do narcotráfico com os ganhos lícitos da venda de bilhetes para jogos de futebol.

A análise aos telemóveis apreendidos revelou que a organização pretendia associar a sua plataforma de bilhética à imagem internacional de Kun Aguero, com negociações avançadas para lançar a marca «Kru Tickets». Esta marca corresponde, precisamente, a uma organização de desportos eletrónicos fundada pelo antigo jogador em 2020 e que, desde 2023, tem Lionel Messi como coproprietário.

Numa mensagem de 30 de janeiro de 2026, o arguido Diego Anzalone informava o seu secretário, Bono De Carlucci: «E em 15 dias assinamos com o Kun / A bilheteira». Mais tarde, a 25 de março, Anzalone manifestou a intenção de dividir os negócios em duas sociedades: uma com um homem identificado como Cristian Romano, alegado distribuidor de droga da rede, e outra com Bono de Carlucci «para o Kun».

No final de março deste ano, foram registadas conversas sobre uma viagem ao México «com o Kun para fechar tudo». Posteriormente, a 22 de abril, Anzalone confirmou numa conversa que tinha acabado de sair de uma reunião presencial com Agüero, na qual o acordo teria sido selado.

Nos diálogos, Anzalone pedia a De Carlucci para angariar 10.000 dólares junto de investidores para não ter de solicitar capital inicial a Aguero. «Não quero que o Kun pague tudo, quero que ele veja que nós valemos por nós próprios», pode ler-se numa das mensagens.

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