Vuelta: Jakob Omrzel supera Tadej Pogacar, mas confessa que não contava ganhar... já
Aos 20 anos, Jakob Omrzel tornou-se, esta quinta-feira, no mais jovem esloveno a ganhar uma etapa numa grande volta, superando o recorde que pertencia a Tadej Pogacar, que curiosamente o conseguira com a mesma idade mas uns dias mais velho quando foi o mais rápido na 9.ª etapa da... Volta a Espanha de 2019, com meta em Cortals d'Encamp (Andorra). Agora, o jovem da Bahrain Victorious, que ganhou a 12.ª tirada em Calar Alto sete anos mais tarde, desvaloriza, no entanto, o feito, considerando-o apenas «uma estatística engraçada», e mostra-se cheio de confiança após a sua primeira grande vitória na Vuelta.
«Não estou muito surpreendido, porque sei o trabalho que dediquei a isto. Sabia que este dia chegaria mais cedo ou mais tarde», afirmou Omrzel, ainda que admitindo que não contava com tal sucesso logo na estreia numa grande volta. «Claro que não esperava isto na minha primeira grande volta. Mal consigo acreditar no que fiz. Senti-me super bem e, mesmo agora, sinto-me bastante bem e sem grande cansaço. Estou apenas a desfrutar do momento», confessou.
O trabalho da Bahrain Victorious foi fundamental, com Pello Bilbao e Santiago Buitrago a acompanharem Jakob Omrzel na fuga. e por isso o esloveno não poupou elogios aos colegas: «Trabalhamos tão bem juntos como equipa que roçamos a perfeição. É como se estivéssemos a jogar PlayStation. Fazemos o que queremos. Estou muito orgulhoso deles».
As comparações com o compatriota Tadej Pogacar são inevitáveis, já que Omrzel é meio ano mais novo do que Pogacar quando este alcançou a vitória de etapa na Vuelta. «Isso é apenas uma estatística, não significa nada. Mas é uma estatística engraçada», comentou com um sorriso.
Questionado sobre os objetivos para o resto da prova, Omrzel mantém a cautela. «Até agora, tudo está a correr bem. Estou a desfrutar de cada momento. O pódio? Não, não penso nisso. Trabalhei muito para conseguir uma vitória de etapa. Vamos ver dia a dia», declarou, acrescentando que as «super pernas» que sentiu lhe permitiram desfrutar dos últimos quilómetros da corrida.
Quanto a Enric Mas (Movistar), mostrou-se extremamente satisfeito com o desempenho da equipa, destacando a execução perfeita durante a etapa. O ciclista sublinhou a importância dos 27 segundos de vantagem obtidos, considerando-os cruciais para a próxima semana e um motivo de orgulho para todo o coletivo. «Estou muito feliz com a equipa, tenho de estar orgulhoso deles. Se olharmos novamente para a etapa, foram perfeitos. Aqueles 27s são muito importantes para a próxima semana, temos de nos orgulhar disso», afirmou o ciclista das baleares
Sobre o seu ataque decisivo a 9,1 km da meta, respondendo de forma avassaladora ao que Felix Gall (Decathlon) tentara cerca de 5 km antes, Mas, de 31 anos, admitiu sentir-se seguro, embora tenha brincado com a dificuldade da subida. «Estava confiante [antes do meu ataque], no final a subida foi demasiado longa [risos], mas não faz mal, diverti-me», confessou.
O corredor, que só ganhou a 9.ª etapa nesta edição, recordou ainda uma experiência anterior na mesma zona, há cinco anos, que já lhe tinha deixado boas sensações. Mencionou também os dois estágios de treino realizados com a equipa durante o inverno, descrevendo-os como «muito duros», mas que lhe permitiram agora desfrutar mais da competição.