Ex-Benfica vira caso bicudo no Flamengo
Everton Cebolinha, ex-jogador do Benfica, virou um caso bicudo no Flamengo. O avançado pretende deixar o Rio de Janeiro devido a preocupações com a segurança da família. A decisão, de acordo com o UOL Esporte, surge depois de a sua esposa ter presenciado um incidente que a deixou insegura na cidade.
Apesar de não ter ocorrido qualquer assalto direto, a situação foi suficiente para motivar o desejo da família de se mudar para outra cidade assim que o jogador sair do Flamengo. O Botafogo já demonstrou interesse no jogador, mas viu a sua proposta ser recusada pelo mengão.
Futuro de Everton no mercado brasileiro em risco no próximo jogo do Flamengo
Apesar do interesse do Botafogo, uma mudança de Cebolinha para outro clube brasileiro pode a ser impossibilitada até ao final de 2026. Em maio, uma mudança no regulamento do Campeonato Brasileiro deu ao Flamengo algo precioso no mercado: tempo. Everton tinha sete partidas disputadas na competição e, com o aumento do limite para transferências nacionais, ganhou cinco jogos adicionais antes de ficar impossibilitado de defender outro clube brasileiro naquela edição.
Quase quatro meses depois, a mesma regra que funcionou como alívio está prestes a virar um problema. Cebolinha entrou na vitória sobre o Mirassol e alcançou exatamente 12 partidas no Brasileirão, o que significa que uma nova aparição pela competição fecha a porta para uma transferência a outro clube do país em 2026.
O próximo compromisso rubro-negro acontece justamente antes do encerramento da janela de mercado no Brasil. O Flamengo prepara-se para defrontar o Remo e, caso Leonardo Jardim utilize Cebolinha novamente, o atacante ultrapassará o limite permitido para trocar de equipa dentro do futebol brasileiro durante o campeonato.
Vantagem criada em maio praticamente desapareceu
Quando a regra foi alterada, em maio, Cebolinha tinha sete jogos no Brasileirão. O cenário colocava o atacante, Gonzalo Plata e Luiz Araújo numa espécie de zona de segurança, permitindo que Leonardo Jardim continuasse a utilizar as peças sem destruir imediatamente o valor para negociações a nível interno.
Na prática, o Flamengo recebeu cinco jogos extra para tomar uma decisão. O clube poderia analisar propostas, rodar a equipa e esperar por ofertas sem ter de afastar um jogador apenas para preservar uma possibilidade de transferência. Esse espaço acabou. Cebolinha chegou exatamente ao teto, e a próxima utilização transforma uma decisão aparentemente desportiva numa escolha também financeira.
O problema ganha outra dimensão porque Cebolinha possui vínculo apenas até dezembro de 2026. O Flamengo decidiu não apresentar uma proposta de renovação, cenário que colocou o clube diante de uma escolha simples de compreender e difícil de executar: vender enquanto ainda existe possibilidade de receita ou aceitar o fim do contrato sem compensação financeira.
Cebolinha foi um investimento importante do Flamengo e continua a ser um jogador com mercado. Ao mesmo tempo, o relógio contratual reduziu o poder da direção, porque qualquer interessado sabe que o atacante está em fim de contrato. Cebolinha ainda pode sair para um clube brasileiro nesta janela. Para manter essa porta aberta, porém, o Flamengo terá que fazer algo que parecia improvável quando a regra mudou: pensar no mercado antes de simplesmente colocá-lo em campo.
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