O mercado do FC Porto: Farioli teve o que precisava
O campeão nacional partiu para este mercado de transferências com três pressupostos: a posição de lateral-esquerdo precisava de mais qualidade, a lesão prolongada de Samu obrigava a ir procurar mais golos e o meio-campo necessitava de várias soluções para aguentar uma longa época, agora com Liga dos Campeões (o que significa maior dificuldade de rodar muitos jogadores nas competições europeias como aconteceu na época passada, na Liga Europa e com o campeonato praticamente como objetivo único).
Se até amanhã à noite não houver surpresas de última hora, o FC Porto reforçou-se exatamente como pretendia, e ainda segurou as principais peças do plantel, com especial destaque para a baliza, onde Diogo Costa continua a assegurar pontos e a efetuar executar exibições de fazer inveja a alguns colossos europeus, que no entanto não estão com disposição de gastar muito dinheiro com um guarda-redes.
A lesão de Zaidu no Fontelo chegou numa altura em que, aparentemente, só a saída de Francisco Moura obrigaria a uma ida relâmpago ao mercado. Chegou entretanto Souza, de quem já muito se tinha falado durante o verão, provando que a paciência também é um dom durante longas janelas de transferências.
Na frente de ataque, André Silva foi uma boa oportunidade para um clube que gosta de abrir portas aos seus quando mais precisam, até porque Deniz Gul estava obviamente na porta de saída. O internacional português tem dado sinais de bom entendimento nas ações ofensivas da equipa, mas é do reforço Santiago Gimenez que se esperam os golos que tantas vezes ditam quem vence mais partidas. A qualidade está lá, é preciso que as coisas lhe corram bem, como não aconteceu no Milan.
No meio-campo regressou Fofana, para grande alegria de Farioli e dos adeptos que o viram ser muito útil à equipa na temporada passada, e entrou Inbeom, com características para dar diferentes soluções ao treinador. A estrela Froholdt não saiu, Gabri Veiga está a responder à saída de Mora com um arranque impressionante e Alan Varela e Pablo Rosario vão dividindo a posição de 6 sem problemas.
Os extremos até agora mantiveram-se, mas a ausência de Pietuszewski (e não só) deixou algumas dúvidas na criatividade presente, pelo que chegou Gabriel Mec.
Tudo somado, sem investimentos megalómanos, o plantel está em teoria hoje mais forte. Naturalmente, o campo é que irá ditar quantas destas soluções foram geniais ou erradas. Mas, para já, pelo menos as peças encaixam no puzzle.