Vergão do 'chicote' deixou mesmo Mar(a)cás negras... (crónica)
Não foi uma estreia feliz de Cristiano Bacci ao leme do Estrela da Amadora. E, por paradoxal que possa parecer, esta afirmação não fazia sentido absolutamente nenhum aos 36 minutos. Porque nessa altura os tricolores já venciam... por 2-0. O início de tarde parecia perfeito. Parecia...
E os sorrisos dos estrelistas tiveram, em ambas as situações, 11 metros de comprimento. Porque foi de penálti que Jovane Cabral (13') — derrubou de Caio Secco a Rodrigo Pinho, na sequência de um mau atraso de Gilberto Batista — e Ianis Stoica (36') — braço na bola de Gilberto Batista, após cruzamento de Bruno Langa — abriram as portas ao sucesso do emblema da Reboleira, que, recorde-se, chegava a esta partida no pior momento da temporada: quatro derrotas consecutivas — o que, de resto, custou o lugar a João Nuno.
Mas ainda antes de intervalo também houve castigo máximo... a favor do Moreirense: Renan Ribeiro derrubou Landerson — infração que Hélder Malheiro sancionou depois de ser alertado pelo VAR e de ter ido ver as imagens —, mas Alanzinho não conseguiu levar a melhor sobre o guarda-redes contrário. Renan defendeu, com a ajuda do poste, mas a bola regressou, caprichosamente, aos pés do criativo dos cónegos, que, nesse momento, não vacilou, reduziu e deixou literalmente tudo em aberto para a etapa complementar.
Nesse período, houve mais verde e branco. A formação orientada por Vasco Botelho da Costa (dedo de treinador na forma como mexeu na equipa) pegou definitivamente nas rédeas do duelo e os forasteiros sentiram dificuldades com a intensidade dos visitados no último terço. A pressão amadorense deixou de funcionar tão bem e os minhotos conseguiram sair com mais frequência (e, acima de tudo, qualidade) das zonas de pressão, encontrando sempre os espaços (pelos corredores ou em zonas centrais) para chegarem perto da baliza à guarda de Renan Ribeiro.
E foi num desses momentos que Luís Semedo devolveu a igualdade ao marcador: passe de Kiko Bondoso e trabalho de grande nível do ponta de lança, que, já na área, tirou Otávio Fernandes do caminho e rematou em arco para o 2-2.
E o vergão do chicote na Amadora fez ainda mais... ricochete e deixou Mar(a)cás negras: no último suspiro, Rodrigo Alonso cruzou e o defesa-central brasileiro (qual ponta de lança!) cabeceou certeiro para consumar a reviravolta.
O Moreirense segue tranquilo a meio da tabela, o Estrela continua aflito e se o Casa Pia vencer amanhã o Tondela terminará a ronda em zona de play-off. Reação precisa-se...
Em autalização...