Vasco Seabra não vai fazer grandes mexidas no onze a apresentar em casa do Sporting - Foto: Arouca
Vasco Seabra não vai fazer grandes mexidas no onze a apresentar em casa do Sporting - Foto: Arouca
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Vasco Seabra: «Exigência e rigor máximos para a nossa equipa competir»

Na antevisão ao jogo com o Sporting, treinador do Arouca acredita que a equipa vai dar boa resposta após derrota

O Arouca desloca-se, amanhã, sábado, a Alvalade, depois de derrota caseira diante do Santa Clara (1-2) - a segunda da época, depois dos arouquenses terem perdido com FC Porto (0-2), com o treinador Vasco Seabra a acreditar numa boa resposta da equipa.

«Encontro difícil, adversário bom, claro. Mais do que evidente que é um adversário que, creio que são sete jogos oficiais, tem cinco vitórias e dois empates, portanto, é um adversário que tem muita qualidade individual, está em transformação em termos daquilo que eram os seus jogadores nucleares do ano anterior para uma passagem para um novo ciclo, mas que, obviamente, tem a continuidade do seu treinador, da ideia de jogo, de uma forma muito forte de enfrentar o jogo. Vem de um empate, quer entrar com tudo, portanto exigência máxima e rigor máximo para a nossa equipa competir», analisou, em conferência de imprensa.

Vasco Seabra foi considerado treinador do mês, em agosto, em distinção da Liga e reagiu assim: «É sempre melhor ser premiado do que não ser, obviamente. Agradecer aos colegas de profissão que votaram em nós, mas é um prémio que não é individual, é altamente coletivo. É só representar a cara de toda uma estrutura e, claro, dos nossos jogadores perante aquilo que fizemos no mês de agosto. Queremos voltar a conquistá-lo e, para isso, temos que trabalhar muito, lutar muito para conseguirmos voltar a ter esse mérito.»

Questionado sobre se acredita que a equipa consegue dar resposta em Alvalade após uma derrota, o treinador respondeu assim: «Sim, a resposta na segunda parte [do jogo com o Santa Clara] foi logo altamente diferenciadora, felizmente temos uma confiança total no plantel e sentimos que o grupo, com uma ou duas coisinhas que acabamos por lhes dizer, que voltamos ao eixo, voltamos ao sítio, acreditamos que essa é a nossa naturalidade e a normalidade. Temos convicção de que a exceção foram trinta minutos da primeira parte que não correspondem àquilo que habitualmente somos e perante isso acredito que vamos ter uma resposta forte da nossa equipa.»

Tendo em conta a tendência de o Sporting sofrer golos nas retas finais dos nossos, Vasco Seabra foi instado sobre o que é que o Rio Ave pode explorar mais.
«Se formos para dados estatísticos, o Sporting nos últimos, creio que vinte minutos, estava sem marcar golos e estava sempre a sofrê-los mais nesses últimos minutos. Em Famalicão é um dado que continuou a sofrer, mas também é um dado que marcou, portanto, creio que, em termos táticos, aquilo que temos de olhar para o jogo é em tudo aquilo que o Sporting é forte, nós tentarmos que as nossas defesas sejam altíssimas e em tudo aquilo que queremos procurar, tentar encontrar os espaços para conseguirmos sair e para conseguirmos introduzir aquilo que é a nossa dinâmica do jogo», sublinhou.

«Se acredito que vamos ser altamente rematadores e que vamos rematar 40 vezes no jogo, acho que vai ser difícil. Agora, o que queremos é ter a capacidade de conseguir competir a alto nível, esse é que é o nosso desafio e o nosso anseio. Conseguirmos ir para o jogo, competirmos a alto nível, e para competirmos a alto nível, temos de estar num foco muito grande em termos daquilo que sabemos que o Sporting vai apresentar, na mobilidade que tem nos médios e, portanto, tendo uma assimetria de construção com o lateral-direito mais baixo, com o lateral-esquerdo mais profundo, médios a entrarem em diferentes lugares e uma projeção muito grande, sempre do género alta e profunda, sabemos que esse é um padrão inicial do jogo. E, dentro desse padrão, temos de saber controlar aquilo que é a mobilidade natural do Sporting, os ataques à profundidade, que são sempre muito difíceis de controlar, e que nós, com bola, tenhamos a capacidade de respirar com ela e, ao mesmo tempo, tentarmos chegar à baliza, e, obviamente, fazer o maior número de remates possível, que nos dará, naturalmente, mais capacidade para podermos fazer golos», concluiu.

Vasco Seabra não quis levantar a ponta do véu em relação ao onze que vai lançar em Alvalade, ainda assim afirmou que não procederá a muitas mexidas: «Não acreditamos muito em mudanças drásticas para um jogo só, acreditamos em processo e em tudo aquilo que conseguimos fazer, na continuidade e na crença daquilo que somos, individual e coletivamente. Ajustes há sempre em termos táticos, porque os adversários são diferentes, mas em termos daquilo que é a nossa atitude competitiva, ela tem de se manter, independentemente do adversário.

Diga-se Pablo Gozálbez está em dúvida, enquanto fora das opções estão Lee Hyunju, que se encontra ao serviço da seleção da Coreia do Sul, e o extremo Miguel Puche, operado em junho devido a rotura de ligamentos ao joelho direto, cumpre o plano de recuperação, sendo que apenas deverá estar apto para regressar aos relvados entre fevereiro e março de 2027.

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