Um mês depois, polémica final da CAN continua a ser tema
A situação não foi esquecida no Senegal. 30 dias após a vitória na polémica final da CAN frente a Marrocos (1-0 no prolongamento), a Federação Senegalesa de Futebol (FSF) emitiu esta terça-feira um comunicado para assegurar que «a situação dos (18) adeptos senegaleses atualmente retidos no reino de Marrocos está a ser seguida com a maior atenção».
A federação acrescenta que «o Estado do Senegal está plenamente mobilizado para este efeito, ao mais alto nível», com o objetivo de dialogar com as autoridades marroquinas e garantir condições de detenção dignas e o respeito pelos direitos dos adeptos. Os visados foram detidos após os tumultos que marcaram o final tenso do encontro entre marroquinos e senegaleses. Em protesto contra as condições do interrogatório, os adeptos iniciaram um jejum intermitente no início de fevereiro.
No mesmo comunicado, a FSF mostra-se «confiante nos esforços diplomáticos e jurídicos em curso» e «convencida de que um desfecho feliz ocorrerá o mais brevemente possível», aproveitando para apelar «à calma, à solidariedade e à confiança nas diligências iniciadas». Por sua vez, os jogadores da seleção senegalesa adotaram um tom mais assertivo. Moussa Niakhaté, jogador do Lyon, partilhou a declaração da federação no Instagram com a mensagem: «Libertação para os nossos adeptos».
Já Pape Matar Sarr tinha recorrido à rede social X na manhã de terça-feira para expressar a sua indignação. «Trinta dias de detenção para adeptos cujo único erro foi apoiar a sua equipa com paixão. Denunciamos veementemente esta injustiça e exigimos a sua libertação. Apoio total aos nossos compatriotas», escreveu o jogador.