Fernando Pimenta é um exemplo de de quem se destacou em jogos universitários e hoje é referência mundial na canoagem (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Um horizonte de ambição e valorização para o desporto universitário

'Tribuna Livre' é um espaço de opinião em A BOLA aberto ao exterior, este da responsabilidade de Diogo Salgado Braz, vice-presidente da Federação Académica de Desporto Universitário (FADU) e Estudante-Embaixador da FISU

O Desporto Universitário em Portugal atravessa um período de particular efervescência. Ao projetarmos o ano de 2026, vislumbramos um ciclo de competições e antecipamos um momento de charneira que concilia a celebração do nosso legado com a coragem de projetar o amanhã. É um ano de desafios exigentes, mas também de oportunidades ímpares para elevar o patamar da nossa atividade.

A vitalidade das nossas instituições e clubes impele-nos a repensar a estrutura competitiva atual. O desporto universitário deve ser um ecossistema dinâmico, capaz de se adaptar às novas exigências dos estudantes-atletas e à crescente dedicação dos agentes. 2026 será o palco para consolidar novas dinâmicas, garantindo que a competição continue a ser um espaço de excelência, mérito e, acima de tudo, um pilar fundamental da formação integral no ensino superior.

A nossa competência organizacional voltará a estar sob os holofotes internacionais. Em 2026, Portugal assume a responsabilidade de acolher dois eventos de prestígio da FISU, que demonstram a nossa capacidade de execução e o valor do nosso território. O Campeonato Mundial Universitário de Orientação, em Vila Real, será uma autêntica prova de superação e estratégia em contacto direto com a natureza e o interior do país. Por outro lado, o Campeonato Mundial Universitário de Desportos de Praia, na Figueira da Foz, irá constituir um evento que celebra a nossa identidade atlântica e a transcendência da história e cultura. Estes mundiais são vitrines do que melhor sabemos fazer, organizar com rigor e receber com hospitalidade.

A força do Desporto Universitário reflete-se, cada vez mais, no sucesso das nossas Seleções Nacionais absolutas. Assistimos hoje a um fenómeno crescente, o aumento do número de estudantes-atletas nas nossas competições e, simultaneamente, a afirmação desses mesmos nomes no topo do panorama desportivo nacional e internacional. O Desporto Universitário é, para muitos, o trampolim para a glória. Temos exemplos concretos de atletas que deram cartas nas nossas competições e que hoje são referências mundiais, como Fernando Pimenta, Patrícia Sampaio, Catarina Costa, Camila Rebelo ou Patrícia Mamona. Estes nomes demonstram que é possível conciliar com sucesso a carreira académica com o alto rendimento, e que a FADU é um parceiro vital na construção dos campeões que orgulham Portugal.

O futuro da FADU passa, obrigatoriamente, por uma gestão ágil e próxima. 2026 marcará a implementação de novos procedimentos e plataformas que trarão maior acessibilidade e funcionalidade às operações dos clubes. O objetivo é reduzir distâncias e simplificar processos, permitindo que os agentes se foquem no que é essencial, o desenvolvimento desportivo. Este caminho de modernização não descura o saber. A formação e a investigação permanecem no centro da nossa estratégia. Estamos a desenvolver ferramentas robustas para dotar os agentes do setor de competências científicas e práticas, assegurando que o desporto universitário português se mantém na vanguarda do conhecimento.

2026 será um ano de grande exigência, mas a nossa determinação é inequívoca. Entre o respeito pela história, que completa agora três décadas de presenças mundiais, e a necessidade de inovação técnica, a FADU continuará a ser o motor de um desporto universitário ambicioso, moderno e vencedor.

O futuro será o que construímos hoje.