Última noite «especial» do Estoril com o Benfica foi em Leiria
O início de época para Vasco Matos no Estoril não tem sido positivo — derrotas com Rio Ave e Nacional, além de um empate caseiro com o Famalicão — e agora surge um dos jogos teoricamente mais difíceis, o Benfica, na Luz.
O histórico entre os dois clubes fala por si — a última vitória dos estorilistas no recinto encarnado foi em 1977 —, mas um dos melhores momentos na sua história com as águias foi há dois anos e meio.
Em janeiro de 2024, o Estoril, então de Vasco Seabra, eliminou o Benfica, na altura de Roger Schmidt, nas meias-finais da Taça da Liga, em Leiria, nos penáltis (5-4), e disputou a final, perdida para o SC Braga e também nos penáltis (4-5). Apesar do desfecho amargo, esse foi o único triunfo do Estoril neste século e Volnei, titular nesse jogo e agora no Torreense, recordou para A BOLA a noite «muito especial».
«Estávamos à beira de poder disputar uma final. Era um jogo muito difícil. O Benfica tinha jogadores de grande qualidade, como Di María ou Rafa Silva, que agora está de volta. Era uma equipa muito forte, mas conseguimos sobressair em muitas coisas, especialmente na entreajuda que fez com que pudéssemos discutir o jogo», lembrou, admitindo que a sensação de vencer nos penáltis foi «única».
«São momentos que fazem com que a adrenalina vá lá para cima, porque estamos a um penálti de passarmos à final. Foi um jogo com muita intensidade, com muita paixão, pela forma como estava a decorrer. E quando tivemos a oportunidade nas nossas mãos... foi um momento muito, muito especial, sem dúvida. Único, na verdade. Por vencer e eliminar uma equipa como o Benfica. Foi uma emoção muito grande que vai ser guardada na memória e no coração para sempre», reconheceu o brasileiro.
Na altura, a passe de Rodrigo Gomes, Rafik Guitane abriu o marcador, aos 16 minutos, e Otamendi empatou aos 58', assistido por João Mário. Nos penáltis, sem prolongamento, Marcos Leonardo e Tomás Araújo falharam para o Benfica, enquanto João Marques desperdiçou pelo Estoril e Bernardo Vital foi o herói improvável. Dessa noite, só resta Rafik Guitane no atual plantel, mas havia outros nomes: Mateus Fernandes, Mangala, Koindredi...
Sobre a próxima partida, segunda-feira (20h15), na Luz, Volnei acredita que «vai ser muito difícil» para o Estoril somar, pelo menos, um ponto, mas elogiou os canarinhos. «É assim sempre contra as equipas ditas grandes, mas o trabalho feito no Estoril tem sido de crescimento, de construção. Uma base sólida daquilo que têm sido as últimas temporadas. Será um grande partida, diferente da que foi na Taça da Liga, mas vai discutir o jogo e tentar conquistar pontos», notou.