Luis Suaréz e Fotis Ioannidis têm feito a festa do golo (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Sporting: saiba como Rui Borges decidirá entre Suárez e Ioannidis

Colombiano e grego estão na luta titânica por um lugar na frente de ataque e as garantias físicas poderão ter um peso decisivo na deliberação do treinador

A discussão animou a semana passada: quem seria o titular na partida com o Alverca, Luis Suárez ou Fotis Ioannidis?


O enigma manteve-se até perto da hora do jogo, mas a escolha recaiu no colombiano, até porque na conversa com Rui Borges e a Unidade de Performance o avançado grego revelou ainda sentir algum desconforto na zona lombar. Poupou-se o atleta ao esforço, até pelo historial clínico: em 2025/26 falhou 29 dos 56 jogos disputados pelos verde e brancos e é necessária cautela.

Agora, os dados apontam para o restabelecimento total do camisola sete — antes da partida com os ribatejanos dividiu-se entre o ginásio e o relvado evoluindo de forma condicionada —, mas não é líquido que em Vila do Conde frente ao Rio Ave tenha o lugar no onze garantido, malgrado assinar dois golos e duas assistências nas duas primeiras jornadas.


Está reaberta luta titânica por o lugar de avançado no menu do esquema 4x2x3x1 que o leão costuma colocar na mesa dos adversários, numa alteração tática implementada no início da época passada.

Os treinadores não gostam de retirar avançados quando estes «estão com golo». Contudo, Suárez também o está, não tivesse sido ele o autor do terceiro diante do Alverca, numa arrancada que deixou como marca na temporada transata, quando assinou 38 golos e minorou o impacto da saída conturbada de Viktor Gyokeres rumo ao Arsenal.

A decisão caberá a Rui Borges, como é óbvio, e segundo A BOLA apurou, o elemento que desequilibrará a balança do técnico serão as garantias físicas dadas. Estes dias de agosto estão a ser marcados por mau tempo e é de prever que na sexta-feira o relvado do Estádio dos Arcos esteja um pouco pesado, exigindo um esforço adicional aos futebolistas. Daí a reflexão a que o comandante está obrigado.


Há também a questão tática e o que cada um entrega: se o helénico é mais robusto e guarda melhor a bola de costas para a baliza, o colombiano é mais rápido e com movimentação em espaços curtos apurada, adaptando-se melhor ao futebol associativo que o treinador privilegia.

São vários os aspetos a pesar na fundamentação da escolha, mas nenhum técnico se queixa destas dores de cabeça, pois o ideal é ter o plantel disponível.


Rui Borges gostou da exibição de Suárez diante do Alverca, não só pelo golo, mas pela forma como pressionou a defesa contrária obrigando a erros na fase de construção. Os elogios de Varandas ao colombiano no domingo também ajudam à estabilização emocional do camisola 97, mas Ioannidis não se tem furtado ao trabalho. Portanto, tem a palavra o treinador...

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