Gustavo marcou o único golo da vitória do Vitória Sport Clube na receção ao Nacional - Foto: LIGA PORTUGAL
Gustavo marcou o único golo da vitória do Vitória Sport Clube na receção ao Nacional - Foto: LIGA PORTUGAL

Reinício

Sentido de pertença é o espaço de opinião de André Coelho Lima, jurista, empresário e associado do Vitória SC

1— A vitória do Vitória sobre o Nacional foi absolutamente concludente não deixando margem para dúvidas. No entanto, importa que se assinale um padrão que compara este jogo com o jogo contra o Arouca. Muito idêntico no sentido único (só uma equipa quis atacar). Muito idêntico em volume ofensivo, com o Vitória a apresentar um caudal ofensivo e uma pressão constantes. Muito idêntico na produtividade quase inofensiva decorrentes deste caudal ofensivo. O Vitória pressiona imenso, nunca abdica do futebol ofensivo, mas são raras as oportunidades de verdadeiro perigo que consegue criar.

Temos um problema identificado no último terço. Há ainda outro fator importante para a determinação do padrão: é certo que desta vez vencemos e com o Arouca acabámos derrotados 0-1, mas a verdade é que, mais uma vez, no final do jogo o Nacional tem um remate que só por milagre não resulta do golo do empate. Aliás, com tanto futebol ofensivo se analisarmos as oportunidades de real perigo são quase as mesmas de um lado e do outro. Já assim tinha sucedido com o Arouca.

2 — O Vitória joga aquilo que o adepto gosta e exige, mas com uma produção ofensiva quase incipiente (refiro produção e não eficácia). Por outro lado, os adversários, até os mais encolhidos, acabam por conseguir em um ou dois lances causar tanto ou mais perigo que nós em todo o jogo. Fator claramente a atentar. Por outro lado, em Alvalade, fomos simultaneamente prejudicados e beneficiados por esta postura.

Ao nos apresentarmos com uma equipa declaradamente ofensiva, sofremos três golos em três remates do Sporting, todos em situação de contra-ataque (sim, o Sporting jogava em casa). Mas na segunda parte, quando o Sporting resolveu abdicar totalmente de atacar a nossa predisposição tática permitiu-nos quase empatar o jogo. No equilíbrio deste posicionamento tático defensivo há de estar a futura estabilidade exibicional e de resultados da nossa equipa.

3 — Apesar de termos começado com duas derrotas, a vitória de domingo permitiu que acabássemos esta jornada a meio da tabela e em boas condições classificativas de poder enfrentar o nosso rival. Gostei da entrada de Miguel Nogueira para o lado direito, não sendo um extremo apresenta muitas soluções tanto para cruzamento (como se viu no lance do golo do Gustavo Silva) como sobretudo para remate.

O Miguel Nogueira tem qualidade e tem muito futuro, precisa de tempo e confiança. Gostei também muito do Doucet que representa uma excelente solução na zona defensiva do meio-cam

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