O italiano de 32 anos Gianni Moscon tem um longo histórico de incidentes. IMAGO
O italiano de 32 anos Gianni Moscon tem um longo histórico de incidentes. IMAGO

Gianni Moscon expulso da Vuelta a Burgos por «comportamento inapropriado»

O ciclista da Red Bull volta a estar envolvido em polémica, desta vez por «conduta inadequada durante a corrida em relação a outros ciclistas», sem que o comunicado especifique quem foi a vítima. Agora, arrisca seis meses de suspensão por ser reincidente

O ciclista italiano Gianni Moscon foi expulso da Vuelta a Burgos de 2026 devido a «comportamento inapropriado para com outros ciclistas» durante a terceira etapa da prova, disputada na quinta-feira. A desqualificação do corredor da Red Bull – BORA – hansgrohe foi confirmada após este ter cruzado a linha da meta em Balneario de Corconte.

A sanção foi acompanhada por um cartão amarelo da UCI, por violação do artigo 2.12.007 – 8.2.1 dos regulamentos. No entanto, não foram divulgados pormenores sobre a natureza exata do incidente nem sobre os outros ciclistas envolvidos. A decisão dos comissários foi a única justificação apresentada, uma vez que a equipa Red Bull – BORA – hansgrohe não emitiu qualquer comunicado sobre o sucedido.

A expulsão ocorreu depois de Moscon, de 32 anos, ter terminado a etapa a 13 minutos e 3 segundos do vencedor, Felix Gall, que com o seu triunfo assumiu também a liderança da classificação geral. Gall atacou no Puerto del Escudo e cortou a meta isolado. Giulio Ciccone e Giulio Pellizzari chegaram 11 segundos depois, com o mesmo tempo de Oscar Onley.

Apesar de ter completado as três primeiras etapas da competição, a decisão dos comissários ditou a remoção imediata de Moscon da prova, impedindo-o de alinhar na quarta etapa, que ligará Palazuelos de Muno a Briviesca nesta sexta-feira.

Este episódio engrossa o já controverso historial disciplinar do ciclista italiano. Recorde-se que Moscon já foi expulso de outras corridas importantes por incidentes semelhantes. Em 2018, foi desqualificado do Tour de France após uma agressão a Elie Gesbert na 15.ª etapa, o que lhe valeu uma suspensão de cinco semanas por parte da UCI, depois de o italiano ter assumido a responsabilidade.

Dois anos mais tarde, em 2020, na clássica Kuurne-Bruxelas-Kuurne, foi novamente expulso por comportamento antidesportivo. Após uma queda, Moscon atirou a bicicleta de outro corredor, que acabou por atingir Jens Debusschere.

O seu passado inclui ainda uma suspensão de seis semanas imposta pela Team Sky em 2017, por insultos racistas dirigidos a Kevin Reza na Volta à Romandia. Na altura, Moscon pediu desculpa e foi obrigado pela equipa a frequentar um curso de sensibilização para a diversidade.

Embora o seu historial justifique a atenção mediática sobre esta nova expulsão, os factos confirmados sobre o incidente na Vuelta a Burgos limitam-se, para já, ao cartão amarelo e à desqualificação por comportamento inadequado. A participação de Moscon na prova termina assim ao fim de três dias, deixando a Red Bull – BORA – hansgrohe com menos um ciclista em competição.

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