FC Porto: sai Gabri Veiga, não entra Rodrigo Mora
Quem viu o jogo da Supertaça no passado sábado ficou com uma certeza: o FC Porto de 2026/27 não tem, para já, nada de novo a apresentar em relação à época passada. Isso traduziu-se numa vitória e mais um troféu, mas também em algumas dúvidas que pairaram no início do ano civil e que podem agora estar de volta: a equipa não devia jogar melhor? Quem sabe marcar golos? Não será estranho defender com tanta gente com adversários de menor nível (Liga 2, neste caso)? Lá está, nada de novo e com resultados até agora positivos, logo pouco preocupantes.
Dos reforços, André Silva é o que tem tido mais protagonismo, até pela concorrência praticamente inexistente. O avançado é naturalmente mais qualificado do que Deniz Gul para fazer circular o ataque portista até Samu regressar, mas teve pelo menos um daqueles falhanços que levam treinadores a pedir reforços de imediato. Não sei se Santiago Giménez será a resposta para as preces de Francesco Farioli, mas temo que um golo marcado na última época (e seis na anterior) não sejam propriamente o que técnico italiano procura.
Quem também conseguiu minutos em campo foi Inbeom Hwang. O médio sul-coreano acrescenta claramente qualidade à posse portista, embora tenha de confessar que não sei bem se essa característica é assim tão valorizada nesta equipa. Certo é que, na hierarquia de segundas opções, o médio já ultrapassou Rodrigo Mora: foi ele quem entrou para o lugar do cansado Gabri Veiga, aquela substituição clássica deste FC Porto, só que desta vez o jovem português ficou no banco a ver o jogo até ao fim.
Já debatemos muito que papel pode/deve ter Mora na equipa de Farioli e até agora o que fomos vendo é que o craque acrescenta muito pouco, tendo em conta o que lhe é pedido. Aliás, não faltaram momentos em que, sobretudo frente a adversários mais difíceis, a existência do jovem em campo expôs o conjunto azul e branco. Há praticamente um ano escrevi que Rodrigo teria de procurar um novo papel e adaptar-se à nova filosofia, pois parece que nem isso aconteceu, nem o treinador terá entretanto estudado alternativas que podiam favorecer o jovem - e consequentemente a equipa, que é o mais importante.
Hoje, Rodrigo Mora é ainda menos titular, vale muito menos do que aqueles milhões que quase vieram da Arábia no verão de 2025 e desconfio que ainda não sabe o que terá de fazer para dar a volta a este cenário. Tendo em conta que não perdeu talento, é no mínimo estranho. Farioli precisa de reforços, mas há soluções que pelos vistos entretanto tornou problemas.