Prestianni marcou golaço (MIGUEL NUNES)
Prestianni marcou golaço (MIGUEL NUNES)

Esta lei Prestianni calou a boca a muita gente (as notas do Benfica)

Argentino sofreu a falta para o penálti de Pavlidis e marcou golaço, com a bola a viajar em arco. Barrenechea bem melhor e Schjelderup e Jhon Durán entraram para mostrar que, com eles, o Benfica pode subir ainda mais de rendimento
Prestianni (8)

Ei-lo de volta. E voltou em grande. Rápido, intenso e virtuoso, transformando jogadas sem aparente perigo e bolas complicadas para a defesa escocesa. Andou a maior parte do tempo na esquerda, mas, ao longo do tempo, foi trocando de posição com Rafa e Sudakov. Na esquerda, aos 11’, passou por Altena como quem passa por um velhinho e rematou, cruzado, para uma defesa apertada de Reus. Sacrificou-se aos 33', travando Miller junto à área, vendo o cartão amarelo. Pertinho do intervalo, na direita, recebeu de calcanhar a bola do ucraniano. O lance poderia ter sido, de imediato, muito perigoso, mas Mendy derrubou Prestianni e, no penálti, Pavlidis fez o 3-0. Quase em cima da hora de jogo, foi ao chão para recuperar a bola, levantando-se de imediato e rematando, em arco, para o golo. Aliás, para o golaço. Com a entrada de Schjelderup passou, em definitivo, para a direita. Aí, talvez por coincidir com a subida de rendimento do Hearts, foi menos influente. O Benfica cresceu com Prestianni e Prestianni está a crescer com o Benfica. Apareceu frente ao Hearts a lei Prestianni que ajudou a calar a bola a quem pensava que a águia de Marco Silva não teria capacidade para altos voos...

(6) Samuel Soares - Noite histórica para o jovem guarda-redes, pois tratou-se da estreia nas provas europeias, relegando Trubin para o banco. O futuro dirá se foi opção meramente circunstancial de Marco Silva ou se SS veio para ficar. De resto, nas últimas três épocas, números bem razoáveis na equipa principal: 0,45 golos por jogo. Começou por mostrar quão bom é o seu jogo com os pés, embora sempre sem qualquer oposição. Depois, perto da meia hora, dois lances antagónicos: muito bem a sair dos postes na sequência de um canto e a apanhar a bola a dois tempos (28’); mal a sair dos postes, não chegando à bola e permitindo que Mendy cabeceasse à barra. Sem hipótese no golo de Renaud, pois a bola entrou junto ao poste direito.

(6) Bah - Repetiu a abertura que esteve na base do primeiro golo, tal como fizera frente ao St. Gallen. Com os suíços foi Rafa a receber a bola de Bah e a oferecer o golo a Pavlidis; ontem, foi Barreiro a receber a bola do dinamarquês e a dar o golo a Rafa.

(7) Tomás Araújo - Capitão que é capitão é uma espécie de boss. Tomás Araújo começou por dar nas vistas em aberturas longas, teve depois um corte importante no lado direito da defesa e, aos 23’, subiu para, na sequência de um canto de Sudakov, fazer o 2-0 com uma cabeçada fulgurante. Teria ainda, à meia hora, nova tentativa de golo de cabeça, mas o desvio não teve o mesmo êxito.

(6) Lenglet - Um defesa é para defender, mas Lenglet, aos 22’, quis mais e, de muito longe, fez um passe teleguiado para Leandro Barreiro desviar, de cabeça, para grande defesa de Reus. Poderia ter sido mais forte na marcação a Renaud no remate para o 4-1.

(6) Dahl - Intenso a atacar e intenso a defender, teve apenas uma falha no primeiro tempo, quando deixou que Miller fugisse pela direita, obrigando Prestianni a fazer falta e a ver o amarelo.

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(7) Barrenechea - Tinha quase um latifúndio vazio perto de si, pois o Hearts nunca colocou alguém a marcá-lo ou, no mínimo, a tentar complicar-lhe a gestão do meio-campo. Assim, sem oposição, passou o tempo a receber a bola e a passá-la. Muitas vezes com perigo. Bem, perto dos 60’, a aventurar-se na área adversária, tentando o passe para Barreiro. Muito bem ainda, pouco depois, a evitar que Cláudio Braga e Kaboré se isolassem, executando um corte precioso.

(7) Leandro Barreiro - A bola foi, obediente, do pé direito de Bah para o pé direito de Barreiro. Este, com visão periférica, reparou que Rafa estava sozinho na área. Colocou a bola, bem suave, no pé direito de Rafa. E este, claro, marcou: 1-0. Mais tarde, recebeu a bola longa de Lenglet e, de cabeça, obrigou Reus a uma defesa apertada.

(7) Rafa - Num dos primeiros toques na bola apontou o 1-0, recebendo a bola dos pés de Leandro Barreiro. Até ao intervalo, andou também pela esquerda e por zonas mais recuadas, usando sempre a sua velocidade de ponta. Andou mais escondido no início da segunda parte e, a caminho do final, ressurgiu. Teve o 6-1 nos pés, mas o remate, aos 90’, saiu ao poste esquerdo. Bem a tabelar com Schjelderup na jogada do penálti do 6-1 final.

(7) Sudakov - Mais leve, mais fresco, mais rápido e também mais envolvido em tarefas defensivas: mais, mais, mais, mais. Começou por dar nas vistas ao minuto 5 numa abertura excelente para o remate perigoso de Barreiro. Era o tiro de partida para o melhor primeiro tempo com a camisola do Benfica. Andou pelo meio e, por vezes, pelo lado esquerdo e teve o segundo grande momento quando foi ao lado direito marcar o pontapé de canto que permitiu a Tomás Araújo o desvio para o 2-0. Por fim, a terminar a etapa inicial, o ponto mais alto: calcanhar brilhante, bem de costas para a baliza, na direção de Prestianni. Mendy derrubou o argentino: penálti. Que Pavlidis transformou no 3-0.

(6) Pavlidis - Fechou julho com quatro golos ao St. Gallen e entrou em agosto a marcar. Fê-lo irrepreensivelmente de penálti, mandando a bola para o meio da baliza: 3-0 aos 42’. Reentrou muito bem na segunda parte, desviando para a baliza deserta o que seria o 4-0, mas Findlay apareceu a tempo de evitar o golo.

(7) Jhon Durán - Entrou para o lugar de Pavlidis e rematou logo, forte e de pé esquerdo, à entrada da área, para uma defesa de Reus. Logo de seguida, talvez de forma surpreendente, foi importante em tarefas defensivas. Muito bem, aos 83', a combinar com Rafa. Ficou com a baliza à mercê, mas, desta vez, o remate saiu para as nuvens. Quase a fechar o jogo, lançou Schjelderup na esquerda, ficou a pedir o passe do norueguês e, quando este surgiu, rematou, fulgurante, de pé esquerdo, para a manita do Benfica. Menos de meia hora em campo, mas a mostrar que é uma belíssima contratação.

(6) Richard Ríos - Entrou bem para o lugar de Barrenechea. Não teve o mesmo espaço para jogar que teve o argentino, mas mostrou poder físico nos duelos a meio-campo e até junto à linha de fundo defensiva. Bem, perto do fim, a combinar com Prestianni e a ir à linha de fundo com um cruzamento perigoso.

(7) Schjelderup - Entrou aos 65’ e andava quase escondido quando, aos 87’, recebeu um passe açucarado de Jhon Durán. Correu, correu, correu e atrasou a bola para o remate fatal do colombiano. O lance tornou Schjelderup num diabo. Pouco depois, de trivela, isolou Rafa, que rematou ao poste. Sacou o penálti que, aos 90+4', transformou no 6-1 final. Meia horinha em campo e a mostrar que continua igual ao Schjelderup da segunda metade da época, quer no Benfica, quer na Noruega.

(-) Manu - Entrou para o lugar de Lenglet e não teve muito trabalho, quase se limitando a ocupar os espaços de maneira eficaz.

(-) Kaminski - Com tanto craque em campo, não teve tempo para mostrar o que vale.

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