Tadej Pogacar, já no pódio de 'vermelha' vestida, recebeu uma camisola do Mónaco das mãos do Príncipe Alberto
Tadej Pogacar, já no pódio de 'vermelha' vestida, recebeu uma camisola do Mónaco das mãos do Príncipe Alberto

Tadej Pogacar: «Queria muito que Tarling vencesse pelo jovem irmão falecido»

Esloveno ganhou o contrarrelógio inaugural da Vuelta a Espanha por apenas 9 centésimos de segundo sobre o britânico Ethan Hayter. Josh Tarling, uma semana depois da morte do irmão mais novo Finlay na Volta a Portugal, ficou em terceiro

Tadej Pogacar venceu este sábado na primeira etapa da Vuelta, um contrarrelógio de 9,4 quilómetros em Monte Carlo, assegurando a camisola vermelha de líder da corrida espanhola pela primeira vez na carreira. O esloveno, no regresso à competição em que despontou aos olhos do mundo em 2019, impôs-se ao britânico Ethan Hayter (Soudal Quick-Step) por apenas 9 centésimos de segundo.

No final da prova, Pogacar expressou sentimentos contraditórios, lamentando que a vitória não tivesse sorrido a Joshua Tarling, o irmão de Finlay Tarling, jovem ciclista da equipa NSN Development que morreu em circunstâncias trágicas há cerca de uma semana, durante a Volta a Portugal.

«A caminho da rampa de partida, vi que o Josh [Tarling] tinha o melhor tempo. Queria mesmo que ele ganhasse hoje, pelo seu jovem irmão, estava a torcer muito por ele», confessou o esloveno. «Depois, no ponto intermédio, ouvi outro nome, Ethan Hayter, três segundos à minha frente. Dei tudo, sem correr riscos. E gostaria muito de ver o Josh brilhar nesta Vuelta».

Sobre a surpreendente vitória por uma margem mínima, Pogacar admitiu… estranheza. «É uma sensação estranha ganhar o contrarrelógio inaugural com tão pouca vantagem. Não estava à espera. E este vermelho é realmente uma cor bonita», afirmou, referindo-se à camisola de líder da classificação geral.

O vencedor da Volta a França neste verão revelou que o conhecimento do percurso foi crucial. «Tenho a certeza de que ganhei aqueles 0,09 segundos quando passámos em frente ao meu apartamento, porque era a parte mais técnica do percurso. Passo lá a pé e de bicicleta todos os dias. Embora seja completamente diferente em corrida, conhecer bem estas estradas ajudou-me muito hoje».

Olhando para o futuro da competição, o primeiro líder da geral mostrou-se cauteloso quanto à possibilidade de manter a camisola vermelha nos próximos dias. «Vai ser difícil. Já amanhã [domingo], alguns ciclistas podem escapar ou conquistar a camisola com segundos de bonificação. A luta pela vermelha será renhida e podemos esperar mudanças na classificação geral», concluiu.

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