Intenso, bem disputado e muitas vezes espetacular: assim foi o duelo entre Lusitânia de Lourosa e Torreense — Foto: Liga
Intenso, bem disputado e muitas vezes espetacular: assim foi o duelo entre Lusitânia de Lourosa e Torreense — Foto: Liga

Liga 2: Fabinho construiu monumento mas Torres continuaram firmes (crónica)

Golaço do experiente médio levou Lusitânia de Lourosa em vantagem para o intervalo e tento de Saliou Mandiang parecia ter fechado o desafio. Mas no Torreense (também) há arquitetura de nível e Mutombo e Pozo resgataram empate

Liga 2, caro leitor. Isto é Liga 2. Na sua essência mais pura. Falamos de grandes jogadores, de treinadores que podiam perfeitamente no escalão principal, e de momentos que ficam nos melhores registos da competição a cada época que passa. Na tarde deste sábado, no Estádio Luís Filipe Menezes, em Vila Nova de Gaia, assistiu-se a um festival de futebol entre Lusitânia de Lourosa e Torreense. E depois do apito final a pergunta que se impunha era: importam-se de repetir, por favor?

Se Francisco Machado (14') e Arsénio (17') deram os primeiros sinais de perigo dos visitados, Nuah Jatta desperdiçou uma excelente assistência de Alejandro Alfaro e deitou por terra a hipótese de os forasteiros chegarem à vantagem.

E se Volnei não conseguiu direcionar a meia distância (29'), Fabinho demonstrou, pouco depois, como se constrói um autêntico monumento: canto batido por Francisco Machado, alívio da defensiva do Torreense, e remate de primeira do camisola 27, à entrada da área e sem deixar a bola bater na relva, para um golaço que fez explodir de alegria os muitos adeptos do Lusitânia de Lourosa, sempre presentes no apoio à equipa.

E como o desafio foi quase sempre de parada e resposta, mais duas ocasiões flagrantes até ao intervalo: Kévin Zohi falhou por pouco o empate (45') e João Santos ficou perto de aumentar a vantagem (45+1').

Chegada a etapa complementar, mais espetáculo e... três golos. Saliou Mandiang disse que sim, de cabeça, ao livre de Francisco Machado (72') e pensou-se que o desafio estava fechado. Só que não.

Do Oeste viajou uma equipa que quis defender as suas Torres e Jonathan Mutombo, pouco depois, foi astuto e reduziu a contenda (77').

Os azuis-grená, que vinham em crescendo, não desarmaram e chegaram ao empate apenas cinco minutos depois: remate de Manuel Pozo, desvio inadvertido de Dylan Collard e 2-2 consumado.

Até final, Paulité e Hugo Pérez ainda tentaram dar o triunfo às respetivas equipas, mas nenhum teve arte nem engenho para faturar.

Puxemos a fita atrás: importam-se de repetir? O futebol agradece.

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