Maxi Araújo regressou e foi herói de uma noite memorável em Alvalade - Foto: IMAGO
Maxi Araújo regressou e foi herói de uma noite memorável em Alvalade - Foto: IMAGO

Super jogo, super noite, super equipa, super Maxiiii!!!!! (as notas do Sporting)

Quem disse que a perfeição não existe? Um jogo para a história, uma remontada épica que, daqui a muitos e largos anos, terá sobretudo três rostos que ninguém esquecerá: Hjulmand, Fresneda e Maxi Araújo. Uma mistura explosiva numa noite em que ninguém ficou mal na fotografia
Melhor em campo: Maxi Araújo (9)
Super. Em tudo. Maxi não é só entrega, ambição e determinação. É muito mais do que isso. A noite mágica de Alvalade teve a assinatura do uruguaio e ontem ficou bem evidente a falta que fez na Noruega. Registos? Talvez não dê para colocar tudo neste espaço, tal foi a avalanche ofensiva do leão. Correu, lutou, ganhou, ligado à corrente e a uma equipa que foi muito a imagem deste sul-americano. Rematou, tentou assistir, correu sempre com critério, enfim… se alguma vez faltar garra a algum leão mostrem o vídeo da exibição deste ala (sim, ontem não foi um lateral tantas foram as vezes em que esticou o jogo do leão). E ele, mais do que ninguém, mereceu sair deste jogo em lágrimas, emocionado, por um golo que selou uma remontada épica. Será o seu nome que ficará gravado a ouro na história do clube. E bem mereceu tal foi a exibição que rubricou em Alvalade.

Rui Silva (8)
Sólido. Exibição segura nas poucas vezes que foi chamado a intervir. Uma ou duas hesitações em lances de bola parada, mas entre os postes foi consistente com destaque para o remate, de maior dificuldade, a Fet (50’).  

Fresneda (9)
Incansável. Provavelmente um dos melhores jogos desde que chegou a Alvalade. Sempre a oferecer profundidade, a rematar (10’), determinante a conquistar a grande penalidade após um dos muitos cruzamentos que atirou para a área. Agressivo e eficaz a defender, corajoso e acutilante a atacar.   

Eduardo Quaresma (8)
Autêntico. Sempre que está envolvido num lance é a explosão em Alvalade. Tem uma maior abrangência do que Inácio, exímio na pressão muitas vezes a sair da zona central, sempre com frescura e muita vontade. E alguém viu aquele corte a Hogh (53’)? Vale a pena…   

Gonçalo Inácio (8)
Gigante. Exibição praticamente imaculada, na ocupação dos espaços, na leitura dos movimentos de Hogh, no passe longo a provocar desequilíbrios na zona recuada dos noruegueses. Coroou o seu desempenho com mais um golo, num belo golpe de cabeça, após canto apontado por Trincão

Morita (8)
Geométrico. Um mestre no posicionamento, determinante na forma como foi ligando todo o jogo da equipa, sem precisar de se desgastar muito. Atravessa um dos melhores momentos desde que chegou a Alvalade, com critério no passe, na inteligência acima da média em saber quando e onde soltar a bola.

Hjulmand (9)
Monstruoso. Descansem os sportinguistas! Se houvesse dúvida… eis a confirmação: o ‘velho’ Hjulmand, aquele que conquistou o coração dos adeptos leoninos, está de volta. Na sua melhor versão. Sempre em jogo, determinante a fechar caminhos aos noruegueses, um espírito de sacrifício gigante. A forma como festejou o corte incrível (100) e uma falta sofrida (120’) foi descarregar de emoções de uma noite perfeita para o dinamarquês.   

Geny Catamo (8)
Eletrizante. A noite mágica de Alvalade teve muito deste moçambicano. Sempre vertical, a deixar a cabeça em água a Sjovold (que pesadelos terá esta noite…), a ‘oferecer’ golos a Trincão (4), Suárez (61), entre muitos outros lances. Terminou esgotado e certamente de consciência tranquila, pois viveu uma noite de sonho. 

Trincão (8)
Esforçado. Só ele poderia ter igualado a eliminatória aos… 17 minutos. Três lances de golo. Entrou de forma perdulária, mas redimiu-se, depois, com papel determinante na reviravolta. Duas assistências (canto para o golo de Inácio e um ligeiro toque para o de Maxi) e uma solidariedade defensiva que acabou por se contagiar por toda a equipa.  

Pedro Gonçalves (8)
Ansioso. Com ele em campo o perfume do futebol leonino é outro. A bola sai sempre de forma limpa pela sua boa leitura. Ainda não é a sua melhor versão (como o próprio fez antever) mas é um Pote que já decide. Com mais um golo, pleno de oportunidade, e muita vontade em marcar mais. Talvez em demasia pois arriscou muito o remate (quando tinha outras soluções)

Luis Suárez (8)
Leão. Sim, agora é oficial: 33 golos na época, melhor registo da carreira do colombiano. Mais um golo, de grande penalidade, e uma assistência para o golo de Pedro Gonçalves. Personificou a atitude de toda uma equipa, sem limites, mesmo sem muita bola, pois o Sporting procurou sempre mais os corredores. Terminou de ‘gatas’ e vai precisar de muito gelo nas próximas horas. Ele que é fogo em todas as suas ações… 

SUPLENTES

Debast (8)
Certeira. A aposta de Rui Borges neste belga, determinante com passes de régua e esquadro a romper toda a defesa nórdica. Isolou Suárez (69’), atirou uma bomba (71) para defesa enorme e um corte arrojado aos (94’).

Daniel Bragança (8)
Classe. Com ele em campo tudo o que a equipa faz parece fazer sentido… Pensa primeiro dos que outros, executa primeiro do que os outros, como demonstrou no tempo que esteve em campo. Esteve no desenho do 4.º golo e recuperou e assistiu Nel no 5.º golo.

Nuno Santos (8)
Máquina. Não desliga. A confiança que transmite, a forma como encara cada lance… verdadeiramente incrível. Envolveu-se no lance do 4.º golo, assistindo Bragança e ainda atirou uma bola ao ferro (84). 

Diomande (7)
Físico. Devolveu tranquilidade e frescura no último suspiro do Bodo/Glimt

Faye (7)
Ambicioso. Ainda algo ‘perdido’ nas movimentações, mas a agitar e a colocar em sentido os noruegueses.

Nel (8)
Estreante. Na Champions, a ‘sacar’ um amarelo a Saltnes (118’) e a marcar o 5.º golo. Tudo isto em… cinco minutos!


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