Santiago Verdi fez a estreia em jogos oficiais em Alvalade - Foto: Vitória de Guimarães
Santiago Verdi fez a estreia em jogos oficiais em Alvalade - Foto: Vitória de Guimarães

Santiago Verdi aborda estreia pelo Vitória de Guimarães: «Não consigo descrever...»

Médio de 18 anos cumpriu sonho de menino em Alvalade, onde Miguel Nogueira deu o mote para a mudança de atitude

O que Santiago Verdi tem vivido nos últimos meses parece uma quimera.

Em junho de 2025, o trinco venceu o Europeu de sub-17 por Portugal. Cinco meses depois, foi campeão do Mundo no mesmo escalão, fazendo parte de uma equipa de promessa das Quinas que, certamente, ninguém esquecerá.

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O médio-defensivo pôde, em 2025/26, consolidar-se nos bês do Vitória de Guimarães — o que lhe permitiu dar o salto para ser chamado por Tiago Margarido a fazer a pré-temporada com a equipa principal e, durante esse período, renovou com o seu «clube de coração» até 2031.

O jovem de 18 anos mostrou-se em grande plano — até envergou a braçadeira de capitão dos vimaranenses no torneio de verão da Póvoa de Varzim — e o treinador dos minhotos quis ficar com ele para este arranque de época.

À segunda jornada, no encontro com o Sporting (2-3) em Alvalade, Santiago Verdi pôde, por fim, cumprir mais um sonho e estrear-se de Rei ao peito em jogos oficiais. O centrocampista foi lançado ao minuto 76’, para o lugar de Gonçalo Nogueira.

Em declarações aos canais do clube vitoriano, nesta terça-feira, à margem de uma visita às férias desportivas da Tempo Livre, o jogador recordou o «momento muito especial»: «Quase não consigo descrever o que senti. Era um sonho que queria cumprir.»

«Ser do Vitória é uma paixão muito grande. Estou no clube desde os 6 anos e este sentimento esteve sempre dentro de mim. É um orgulho muito grande estar aqui a falar com vocês como jogador do Vitória e poder partilhar aquilo que é a minha história», explicou às crianças, que já veem o jovem como uma referência.

Ainda assim, o grande sonho do médio fafense ainda está por cumprir: jogar no D. Afonso Henriques, como assumiu no ato na renovação do contrato, em julho. «Desde pequeno que vou ao estádio como adepto e sempre que lá entro e ouço o hino do clube arrepio-me. É mesmo uma sensação única», enalteceu.

Quem também marcou presença na sessão, no Multiusos de Guimarães, foi Miguel Nogueira. O esquerdino entrou ao intervalo na partida com os leões e injetou na equipa uma boa dose de atitude positiva, tendo feito a assistência para o golo de Samu aos 66’. 

«É uma responsabilidade muito grande defender o símbolo do Vitória e temos de dar tudo em campo», afirmou o extremo de 21 anos, satisfazendo a natural curiosidade das crianças, com quem, tal como Santiago Verdi, falou sobre vários assuntos e momentos marcantes da sua (ainda) curta carreira.

Homenagem a Emílio Macedo da Silva

O universo vitoriano ficou mais pobre, na última quinta-feira, com a morte de Emílio Macedo da Silva, que dirigiu os destinos do clube entre 2007 e 2012. 

O antigo presidente do emblema vimaranense será homenageado nesta terça-feira, com o carro fúnebre que transportará o corpo do histórico dirigente a fazer uma paragem na fachada principal do Estádio D. Afonso Henriques pelas 08h45.

«Este momento permitirá que os funcionários e os Órgãos Sociais do clube prestem a devida homenagem e expressem o seu respeito e reconhecimento pela figura de Emílio Macedo da Silva, que a todos marcou com a sua generosidade, bondade e dedicação ao Vitória e ao desporto vimaranense», comunicou o clube.

O velório acontecerá depois, a partir das 10h00, e o funeral está marcado para as 18h00 do mesmo dia na Igreja de Sande São Martinho.

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