Sucessor de Amorim quebra enguiço de nove anos com duas obras de arte (crónica)
Jogo de loucos no Emirates! Com Bruno Fernandes e Diogo Dalot no onze, o Manchester United bateu o líder Arsenal (3-2) na própria casa do líder e subiu ao quarto lugar da Premier League, ultrapassando o Liverpool, derrotado em Bournemouth. Este foi o segundo jogo do sucessor de Ruben Amorim até ao final da época, Michael Carrick, no comando técnico e a segunda vitória, depois de dominar o dérbi de Manchester.
Por outro lado, Mikel Arteta surpreendeu ao deixar novamente Viktor Gyokeres no banco e o seu substituto, Gabriel Jesus, pouco fez no encontro, apesar do bis em Milão no último jogo. Mesmo assim, a sua formação entrou bem no encontro, controlando a posse de bola, enquanto o seu adversário deste domingo aguardava uma possibilidade para contra-atacar. O primeiro aviso foi aos 19 minutos, de bola parada, com Zubimendi a cabecear para uma enorme defesa de Lammens, que nada podia fazer em cima da meia-hora, com Lisandro Martínez a cometer autogolo.
O argentino estava tão focado em impedir Timber de rematar que acabou por, involuntariamente, desviar a bola para a própria baliza, de calcanhar, após um passe de Odegaard. O United reagiu de imediato por Bruno Fernandes, mas Saliba redimiu-se de um erro anterior com um grande corte ao luso. Segundos depois, novo erro na defensiva dos gunners, dessa vez de Zubimendi, que atrasou mal para o guarda-redes e acabou por assistir Mbeumo.
Segundo golo consecutivo para o camaronês, que passou por Raya e atirou para uma baliza deserta, apesar da pressão de Gabriel. Até ao intevalo, nenhuma equipa quis arriscar e na segunda parte, ao contrário da primeira, foram os red devils quem entraram melhor e um golaço de Dorgu provou isso mesmo! O dinamarquês combinou com Bruno Fernandes, que fez a sua 10.ª assistência nesta edição da liga inglesa - é o melhor assistente -, e atirou sem hipóteses para Raya - a bola bateu na trave e entrou.
Ao sofrer o segundo golo, Arteta fez quatro mudanças, incluindo a entrada de Gyokeres, mas não deu frutos imediatos, apenas aos 84 minutos, depois de muita insistência por parte do Arsenal, mas sem grande perigo, com o Manchester United a defender bem. Em mais um canto (foram muitos), os gunners chegaram ao golo do empate e num lance muito confuso na grande área, com Merino a encostar para dentro e Sesko por pouco que não evitou o golo, mas tirou a bola já dentro da baliza. Antes disso, os visitados ainda pediram penálti por mão de Maguire na área, mas o árbitro nada assinalou.
Os adeptos nas bancadas, e com toda a razão, fizeram a festa, pedindo à sua equipa para ainda ir buscar a vitória, mas a verdade é que foi o adversário quem voltou a marcar e novamente em grande estilo: Matheus Cunha, que entrou por Mbeumo, teve todo o espaço do mundo e atirou de muito longe para o 3-2, num remate colocadíssimo, provocando a loucura em Manchester.
Além de mais três pontos, destaca-se o facto do United ter ganho em casa do líder e quebrado um enguiço que durava há nove anos, na altura ainda com José Mourinho: os red devils não venciam em casa dos gunners desde 2017 para a Premier League. Por outro lado, o Arsenal ainda não tinha perdido em casa esta temporada e só tem agora mais quatro pontos do que Manchester City e Aston Villa.